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Análises

“Imagina que louco!?” deveria ser o mote de Sunset Overdrive

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Uma experiência diferente

Se observado de longe, Sunset Overdrive se parece com mais um típico shooter em terceira pessoa, mas ao invés de possuir tons acinzentados em seu design, os gráficos são coloridos. Todavia, me surpreendi em como ele consegue chamar atenção para o gênero e para si, principalmente sendo um exclusivo para Xbox One, que já possui títulos gigantes como Halo e Gears of War na biblioteca do console anterior.

Durante o Brasil Game Show 2014, a Microsoft conseguiu proporcionar uma experiência completa aos curiosos com o novo jogo da Insomniac – que você deve se recordar através de títulos como Spyro the Dragon, Resistance: Fall of Men e o maravilhoso Ratchet & Clank. O estande da casa do Xbox trouxe mais de dez estações de jogos para que os visitantes testassem Sunset Overdrive, e o espaço era divido em consoles conectados que proporcionavam uma experiência multiplayer local, enquanto uma área próxima era voltada apenas para a campanha single player.

Para completar, havia cosplays dos personagens do título desfilando dentro e fora do estande, havia uma réplica gigante do mascote Fizzie no alto do local e havia também espaços com as artes do jogo para o público tirar fotos. Além disso, havia um ônibus personalizado com a artwork de game que levava os visitantes da estação de metrô mais próxima até a porta do evento, e, para quem estava na fila aguardando para testar a demonstração de Sunset Overdrive, era distribuído o energético que é o ponto inicial da trama, o OverCharge Delirium XT.

No que se difere, afinal?

Por falar em história, a trama do game é bem simples: no ano de 2027, uma corporação chamada FizzCo lança um novo produto na cidade de Sunset City, que é o energético em questão. O problema é que a composição da popular bebida acaba infectando a população que o consome e os transforma em mutantes gosmentos. Em meio ao caos, o protagonista então tenta sair da cidade, se aliando a outros sobreviventes mais tarde, e precisará sobreviver não apenas aos monstros, como também a grupos de bandidos.

Parece bem simples, né? O diferencial de Sunset Overdrive, no entanto, é sutil, porém engenhoso e bastante interessante. Como se não bastasse se diferenciar por possuir gráficos vibrantes e extremamente coloridos, a jogabilidade é extremamente rápida e intensamente frenética, com um script repleto de humor ácido misturado a sátiras e críticas ao consumismo. O roteiro inclusive possui a colaboração de Gerry Duggan, que já trabalhou na Marvel nos quadrinhos de Deadpool e Nova.

Além do mais, as mecânicas possuem inspirações em skating games e o visual cartunesco diferenciam o game em um mar de tantos outros shooters em terceira pessoa, isso é inegável. Preciso comentar que durante toda a minha experiência testando a demonstração, eu tive a sensação de estar jogando uma espécie de novo Left 4 Dead, com uma colher de chá de Jet Set Radio e uma pitada de Team Fortress 2 – e olha, nenhuma dessas comparações desmerece o jogo de forma alguma.

E que fiquem avisados os entusiastas de realidade que a física está longe de possuir verossimilhança. E toda essa maluquice acaba por tornar Sunset Overdrive um dos jogos mais divertidos que já joguei, mesmo que brevemente durante a convenção.

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As diferentes campanhas

Quando testei a campanha multiplayer, a missão era simples: defender a base, ao lado de mais sete jogadores, e não deixar que os monstros destruíssem os reatores, alocados em pontos estratégicos do mapa. Um timer era posicionado no alto da tela e bastava sobreviver até que o tempo zerasse. Contudo, os inimigos surgiam, a princípio, de lados específicos, e eram de todos os tamanhos e tipos.

Como a campanha era separada em waves, a missão para defender a base com os amigos deixa o jogador bem a vontade, pois vai introduzindo novas mecânicas aos poucos. Na primeira onda de inimigos, por exemplo, foi preciso apenas se adaptar aos controles: correr, atacar, saltar, câmera, armas, etc. Aqui, é importante já se habituar aos grindings, pois a missão pode depender da sua velocidade em alcançar o aglomerado de inimigos em torno do reator, e simplesmente correr pelo chão parece tão antiquado – e um tanto chato e até mesmo lento!

É possível saltar e deslizar por qualquer lugar do cenário: desde as fiações dos postes, os corrimões e, até mesmo trilhos pelo chão. Isto torna tudo mais dinâmico, e acredite, faz a diferença sim senhor. As armas são diversas e bem variadas e se alternavam entre longo ou curto alcance. Eram tantas funções e formatos diferentes, que pareciam mais com um show à parte, reproduzindo até mesmo onomatopéias e fogos de artifício, e deixando tudo ainda mais divertido.

Voltando às waves: já na segunda onda de inimigos, a mecânica das armadilhas foi então explicada, e era preciso posicioná-las em lugares estratégicos antes do contador se iniciar. Por fim, a última onda foi quando os portões do inferno se abriram e os inimigos surgiram por todos os lados, e o contador, obviamente, possuía uma contagem maior. Foi quando a pancadaria rolou solta e o corre-corre para defender os reatores se deu início. Eu me senti o Jeremias: vivendo uma experiência muita louca e matando mil!

Já na campanha single player, era possível notar que o game oferecia diversas side-missions. Na demonstração em questão, era preciso destruir dois carrinhos específicos que transitavam de um lado para o outro na montanha russa do cenário, e ao finalizar o objetivo, o que parecia ser o chefe (ou subchefe) finalmente se revelava.

Correr por terra abaixo era quase como pedir para ser morto, já que os inimigos são muitos e se aglomeram rapidamente. Apesar de não parecerem muito inteligentes, eles avançam sem piedade e matam o personagem facilmente, então a melhor opção é deslizar em qualquer objeto que se encontrasse.

Aliás, deslizar é novamente o diferencial da jogatina, já que é possível fazer manobras, e utilizar impulsionadores (como um toldo, por exemplo!) para saltar até o infinito e além, ou quase isso.

E o veredito é…

Não é de forma alguma um game para ser levado a sério e isso fica evidente desde o começo. Mas em uma indústria tão massificada com tentativas de narrativas profundas, captura de movimentos e expressões faciais que beiram a vida real, e, até mesmo polêmicas que cansam não só os consumidores como também a mídia; é então onde Sunset Overdrive pode fazer a diferença. É um jogo leve e divertido.  Seja sozinho ou com os amigos, é onde o jogador tem a opção de parar por vinte minutos para uma partida e relaxar, e até rir um pouco.

“Sunset Overdrive” é um merecido exclusivo para o Xbox One. Já foi confirmado que possuirá localização 100% em português e chegará aqui na mesma data que foi prometida para a terra do Tio Sam: 28 de outubro.

Geronimo!

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