Carregando...
Entrevistas

Entrevista com Jenova Chen, criador de Journey

Não é mistério pra ninguém o porquê de grande parte dos jogos mainstream serem baseados em competitividade e violência. Combates — com armas, magias ou porradaria — funcionam naturalmente bem como mecânicas de jogo, assim como o “conflito” é ferramenta narrativa elementar. Porém, embora possa ser bastante prazeroso derrubar hordas de inimigos, outros tipos de experiências também merecem ser valorizados — e estão ganhando espaço.

Novas desenvolvedoras vêm se destacado justamente por explorar propostas bem diferentes das que estamos acostumados. Uma delas é a thatgamecompany, que trilha o caminho oposto à mentalidade AAA criando jogos minimalistas, contemplativos, livres de conflitos narrativos e acessíveis até pra quem nunca se interessou por videogame.

Journey, o título mais recente da companhia, lançado em março de 2012, tem por objetivo possibilitar experiências de conexão humana entre jogadores anônimos que se encontram acidentalmente dentro do universo do jogo enquanto seguem em suas jornadas pessoais. A dinâmica inusitada de multiplayer que nos leva a tecer elos com estranhos por meio do nível mais básico da comunicação — emissão de sons simples e movimentos corporais — foi bastante aclamada pela crítica, junto da bela direção artística.

Para comentar seu sucesso, as aspirações da thatgamecompany, narrativa nos jogos e muito mais, convidei o diretor de criação da empresa, Jenova Chen, para bater um papo comigo e o Arthur (vulgo LudoBardo). Foi uma troca muito enriquecedora. <3

[audio:http://www.girlsofwar.com.br/wp-content/uploads/2017/09/Girls-of-War-Jenova-Chen-Interview.mp3|titles=Entrevista com Jenova Chen]

DOWNLOAD: Entrevista com Jenova Chen | Áudio (mp3)

DOWNLOAD: Entrevista com Jenova Chen | Tradução (pdf)

 

VEJA MAIS:

Site do Jenova Chen

Twitter do Jenova Chen

23 comentários
  1. georges

    “O único porém: é exclusivo do PS3.”:/

    Não faz muito meu estilo esse negócio de “metáfora para os encontros e relações construídas ao longo da vida” mas valia uma conferida. Vou ver se meu amigo que tem todos os consoles e jogos compra esse dai. Todo mundo tem uma amigo assim… –‘

    Me parece interessante então, vou esperar a entrevista completa.

    OFF TOPIC: Review de Downpour vai sair? XD

  2. leandro(leon belmont) alves

    muito bacana ouvi a entrevista(pois o meu PC só deu para ouvir o audio mesmo) e já estou interessado em Journey a um bom tempo, mas é de PS3. então não dá mesmo -__-

  3. Poison Pinkfield

    Nem tenho palavras para descrever essa pérola em forma de game. Um verdadeiro diamante virgem lápidado com muito esmero.

    São games como esse e Bioshock que me fazem ter orgulho de jogar video game.

  4. Leonardo

    Como sabe bem relaxar a cabeça com um jogo simples mas não menos apelativo. Faz-me lembrar um jogo de puzzle para a PSOne em que controlamos uma bola enquanto gira por um puzzle tridimensional para apanhar cristais e a chave do nivel, enquanto se houve uma música ambiente bem suave.
    Acho que Journey, tal como El-Shaddai: Ascension of the Metraton, sofre de excesso de minimalismo e simplicidade. Assim sendo, não creio que a curta duração do jogo seja um aspecto negativo mas sim uma forma de evitar o tédio de uma experiência que se tornaria repetitiva com o passar do tempo.

    PS: Bebs, óptimo inglês!
    “O único porém: é exclusivo do PS3.” – E lançado unicamente via PSN. =S

  5. Hélio

    Ainda não joguei Journey, mas gosto da proposta.
    O mercado anda cheio de jogos cujo foco é o combate. Adoro esse estilo, claro, mas às vezes uma experiência diferente e com apelo emocional é boa, pq dá uma variada.
    Ansioso pela entrevista.

  6. Wesley Martins Silva

    Para mim foi a grande surpresa no mundo dos games esse ano.
    Journey veio com um proposta estranha que, no primeiro momento, não achei que seria divertido, mas com tanta gente falando bem achei justo dar uma chance, resultado: foram as duas horas mais incríveis que já tive com um jogo eletrônico.
    O que algumas pessoas utilizam como crítica (curta duração, o ritmo lento e melancólico e a pouca complexidade da jogabilidade) é o que faz o jogo tão sensacional. A interatividade com as pessoas aleatórias funcionou muito bem comigo e o desespero de completar minha “jornada” com tanta dificuldade com o meu parceiro, me comunicando apenas por som e movimento, foi recompensada com uma incrível sequência de liberdade e dever cumprido.

    Entendo que nem todo mundo possa gostar, mas se você estiver interessado em uma experiência diferente com videogame Journey é a melhor escolha.

    Minha jornada foi tão incrível que joguei apenas uma vez. Foi uma peregrinação único em um mundo fantástico, não faz sentido fazer isso novamente.

    Aguardo ANSIOSAMENTE pela entrevista!

  7. Beatriz

    Journey é um jogo que me fascina, vi várias análises e gameplays e fiquei muito empolgada pra jogar, mas por ser exclusivo do PS3 não me vejo jogando ele tão cedo. Por enquanto vou me contentar com Flow e Cloud, jogos anteriores ao Journey e Flower mas igualmente geniais. Jenova Chen definitivamente tem a minha admiração pelo seu trabalho e eu mal posso esperar para conferir a entrevista completa.

    Se alguém tiver interesse, Flow pode ser jogado online no site oficial, onde também está disponível para download gratuitamente junto com o Cloud.

    Ah! Bebs, você não é a única que gostava de ver os personagens de Dragon Ball interagindo fora das batalhas, eu também entro nessa categoria XD.

    1. Bebs

      Você também ficava frustrada que enquanto uma luta se estendia por 10 episódios, as cenas familiares duravam tipo 5 minutos de um episódio? xD

      1. Beatriz

        \o
        Siiimmm!
        Eu adorava quando tinham aqueles raros capítulos sem lutas, até hoje eu começo a rir quando lembro do episódio em que o Goku e o Picollo tinham que tirar a carteira de motorista.

  8. Marcelo Martins

    Bebs,

    Parabéns pela escolha do tema e do entrevistado. Journey é um jogo muitíssimo bem-feito e, apesar de ter jogado somente o demo (por enquanto), já o considero um dos meus favoritos de 2012.

    Aguardo ansiosamente a publicação da entrevista completa!

  9. EltonBM

    Mas uma vez conseguindo coisas que os memores mortais pensam ser impossíveis. Uma pena que não tenho um PS3 e nem conheço quem tenha um para poder aproveitar não só esse grande marco de toda a mídia, afinal, se mais pessoas aproveitassem para experimentar Journey, acredito que veriam que ele brilha não apenas como jogo, mas como uma grande obra como qualquer outra arte.

  10. Nero

    O jogo é incrivel,já tinha visto um conhecido jogar uma vez.Não pude jogar,infelizmente é só para ps3 u_u
    Off Topic:Bebs,você já assistiu o Silent Hill Revelations? Se sim,o que achou?

    1. The Punisher

      Eu nem se quer vi propaganda dele pelo menos não na TV da estreia do filme e, nem no Park Shopping e nem no Taguatinga Shopping está passando.

  11. Sovereign

    Gostei do journey, parei com 76%, tenho que arrumar tempo e correr atras do restante para completar. To louco pra conseguir o traje branco. Virar um mestre Yoda jedi.

  12. Leandro Sousa

    Ouvindo a entrevista, realmente a proposta de Journey é muito diferente do que se encontra no mercado de games. Ainda não o joguei, mas pelos reviews e a entrevista, me despertou muito a vontade de experimentar essa jornada solitária, porém com possibilidade de interação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *