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Diário de bordo: Global Game Jam 2011 no Rio

Por Vivi Werneck

Esse fim de semana foi realmente frenético! Depois de voltar de madrugada para o Rio após prestigiar o Dia do Jogo Justo, em São Paulo, a minha missão ainda não estava cumprida. Dormi algumas poucas horinhas e parti para a sede da Seven Game, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, onde aconteceu uma das etapas brasileiras do Global Game Jam 2011.

Para quem ainda não sabe, o Global Game Jam (GGJ) é uma maratona de desenvolvimentos de jogos que acontece, simultaneamente, em várias partes do mundo. O objetivo da maratona gamer é fazer um jogo em 48 horas a partir de um tema revelado somente no primeiro dia de Jam. Para não perder tempo, a galera que participa do evento tem a opção de dormir nos locais onde acontece a maratona e é comum você ver pessoas de equipes diferentes se ajudando entre si, reforçando ainda mais o espírito de cooperação.

O Brasil teve, ao todo, 11 sedes do Global Game Jam nos estados do Paraná, Pernambuco, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Os participantes do evento tiveram que desenvolver um game baseado no tema “Extinção”. Tirando um “sutil” probleminha de falta d’água que acometeu o prédio da Seven Game no sábado, devido a uma obra monstro no edifício em frente do local, tudo transcorreu bem. Os participantes da Jam tiveram que improvisar a visita ao “troninho” em estabelecimentos comerciais e/ou shoppings próximos.

Eu conversei com Jamerson Barreto, coordenador do GGJ na Seven Game, no Rio, e ele explicou um pouco mais sobre a maratona.

Girls of War: você pode me passar um balanço de como foram os 3 dias de evento na Seven Game?

Jamerson Barreto: começamos a receber os participantes na sexta-feira, a partir das 15h. Já tinham grupos fechados e outros que se formaram na hora. Às 17h – dentro no nosso fuso horário, começamos pontualmente a maratona para coincidir com o início do evento no mundo todo. Começamos explicando o evento, especialmente para o pessoal que nunca tinha participado do GGJ antes. Todo mundo pensa que o GGJ é uma competição, em que todos vão ganhar dinheiro, mas não existe isso. É mais pelo prazer do desafio de fazer um game em 48h, os contatos e a troca de experiências que são feitas durante a maratona. Então, separamos os grupos e também apresentamos o keynote. É importante destacar que hoje o Brasil está sendo visto, pelos organizadores mundiais, como o país com mais sedes do Global Game Jam.

GoW: há regras que os participantes devem seguir durante o desenvolvimento do game?

Jamerson: nós temos no GGJ o que chamamos de conquistas ou “achievements”. Cada vez que você implementa no seu jogo alguma dessas conquistas, o seu game é mais visualizado. Por exemplo, tem uma conquista que visa situações políticas e sociais. Se você cria um jogo falando sobre extinção e dentro do jogo fala sobre essas questões, o seu jogo já ganhou uma conquista. Foram 16 conquistas que poderiam ser escolhidas, com um limite de usar até quatro delas, sendo que não era obrigatório usar o sistema de conquistas. Esses achievements farão com que o jogo seja melhor avaliado e também mais facilmente encontrado pelas pessoas que acessem o site do GGJ.

GoW: quantas pessoas participaram no GGJ na sede da Seven Game?

Jamerson: foi um total de 34 inscritos que foram divididos por 6 equipes. Muitas pessoas acabaram desistindo – o que é comum nesse tipo de evento – por cansaço e/ou também porque sentiram alguma dificuldade em avançar no processo de desenvolvimento. O objetivo da maratona é mostrar mesmo como é o dia a dia das pessoas que trabalham com jogos e tem que lidar com prazos curtos e a pressão. Têm muitas pessoas que não conseguiram se esquivar desses obstáculos e acabaram desistindo, mas isso já era esperado.

GoW: vocês pretendem repetir o evento no ano que vem?

Jamerson: nesse ano ainda. Nós sabemos que foram muitas ideias boas, mas pelo limite de tempo não foram finalizadas. Precisamos agora nos organizar para que no meio do ano, ou um pouco além desse período, termos o Rio Game Jam.

– Veja quais sedes brasileiras participaram do Global Game Jam e os jogos das equipes no site oficial do evento AQUI.

PS: se sua equipe participou do GGJ, anexe nos comentários o link do seu jogo para o pessoal jogar! ^^

20 comentários
    1. aureliox

      A página do primeiro jogo não abre :/

      O do tamanduá achei genial, mas as instruções não são muito claras quanto a interação com o fogo (o diabo sempre morre pra apagar e o fogo em vez de apagar aumenta).

      O apocalipse… bem, gostei da ideia, mas o jogo é feio kkkk

      Esse Green-n-blue não abre aqui, dá um erro. :/

      Joseph parece legal, matar os virus com o olhar kkk, mas, depois de baixar dois programas (Lua e Love), um deles tendo mais que o dobro do tamanho do jogo!, eu não consegui fazê-lo rodar. Uma instalação que simplesmente não é para leigos…

      último link também não abre.

      1. aureliox

        Aah, a página do extinguisher abriu! Baixei, a instalação é super simples hehe JOGAÇO! Não sei se é melhor ou igual ao do tamanduá, mas é 3D kkkk adorei o efeito dos prédios como fossem de papel – isso foi genial deixou simples e deu um efeito especial. Só é ruim a jogabilidade, as vezes vc põe prum lado e a nave não vai… e os mísseis não dão uma tregua!

      1. Jamerson Barreto

        São todos os generos que você acabou de postar, não tem limitação com relação ao genero mas sim com relação ao tema… se você cria um jogo de tower defence que tem o tema imbutido esta valido.

  1. Ironfist

    Antes de mais nada gostaria de dizer que você continua bonita como sempre! agora sobre o desenho do crocodilo, qual dos caras desenhou? achei bem feito mesmo.

  2. paulo honda

    Eventos assim são muito interessante para jovens talentosos que podem mostrar um pouco do seu trabalho para o mundo e assim abrir novas perspectiva futuras para a carreira profissional.

  3. Fabão

    heroína vc em vivi… deve ter sido cansativo, porém recompensador… meus parabéns pela coberturas dos dois eventos, muito bacana msm. vlw

  4. Joanilson

    Inicialmente temos que agradecer à Vivi que se dispos a fazer esse sacrificio de final de semana por nós(mas acho que ela se divertiu tb). Depois quero parabenizar aos amigos que participaram do Jam e que estão contribuindo para que os games sejam mais bem vistos como atividade e até como profissão no nosso país.

    Aliás,as noticias sobre economia alegaram na semana passada que o Brasil precisa urgentemente arrumar novos campos de trabalho para incrementar a economia.Os games seriam uma ótima e espero que nossos “queridos” políticos nos ajudem com isso.

    1. Vivi Werneck

      “Inicialmente temos que agradecer à Vivi que se dispos a fazer esse sacrificio de final de semana por nós”

      de nada meu querido! estamos aí pra sofrer pela causa gamer! rss (preciso de férias… rss)

  5. Kessloshy

    Muito bom a cobertura! Concordo com o Joanilson, devemos mostrar que os games além de divertir, ajudam bastante em nossa evolução. Levando-os a sério somos capazes de adquirir habilidade até mesmo em nosso campo de trabalho… posso dizer alguns exemplos como “Liderança”,”Atividades em grupo”, “Resolução de problemas”,”Concentração” entre outros… Depende muito da forma com que enxergamos e interpretamos os games para nossa vida.. eu os vejo como uma forma de evolução humana, tanto para aqueles que jogam como para aqueles que desenvolvem.

    Que o Brasil continue o avanço na área de games!
    (..e as Girls of war com atilharia pessada nessa guerra!)

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