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[BGS 2015] Testamos o crocante Rise of Tomb Raider

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A nova aventura da musa Lara Croft marcou presença na BGS 2015 através uma demonstração no estande da Microsoft, e se há um jeito único de descrever a experiência que foi testá-la, eu diria: suculenta. Segundo o que ouvi dos representantes da Microsoft que estavam auxiliando os jogadores por lá, a demonstração de Rise of Tomb Raider era exclusiva do evento, o que implica que a oportunidade única de jogá-lo foi durante a BGS 2015 e só. Quem conseguiu se deu bem, e quem não conseguiu infelizmente não poderá desfrutar de ouro jeito, pois não haverá demonstração pública para os donos de Xbox One baixarem.

Antes de comentar do jogo em si, é necessário parabenizar a equipe de organização do estande que pensou nos mínimos detalhes, porque embutir oito estações do game dentro de um espaço fechado e escuro que simulava uma tumba, cujo único acesso era através de um corredor isolado e de iluminação parca, olha… Definitivamente não é trabalho para qualquer um. Só esse detalhe por si só me ganhou, pois a imersão foi positiva absoluta.

E para completar, momentos antes de algumas pessoas e eu podermos testar enfim a demonstração, o empolgado e atencioso lead designer do jogo Mike Brinker apareceu e trocou algumas palavras conosco, nos explicando um pouco sobre em que ponto da história se passa a parte disponível para testes, sobre como a Lara se tornou uma viciada em aventuras após o último game (que se passa cerca de um ano antes desta nova aventura), sobre o que ela exatamente está buscando no momento e claro, sobre sua ascensão como a poderosa arqueóloga que conhecemos e amamos de décadas atrás!

Por fim, nosso grupo foi solto e tínhamos a missão de terminar de demonstração em 7 minutos. Com isto em mente, me dirigi para uma das estações rapidamente e coloquei os fones de ouvido, iniciando segundos depois a aguardada demonstração.

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O cinematic de abertura já mostra gráficos absolutamente incríveis e um detalhe técnico exuberante no que diz respeito aos cabelos da Lara. Na cena, Lara está sendo atravessando o Oriente Médio um jipe, o qual está sendo guiado por uma espécie de guia. Em segundos, um helicóptero surge e a heroína é atacada. Após um terrível acidente, Lara dá o seu jeitinho de sobreviver e enfim, a jogatina tem início com a protagonista dentro de uma tumba escura e úmida, além de estar repleta de perigos.

Durante a demonstração, detalhes mínimos me chamaram muita atenção: o fato de Lara estar mais focada e até o seu tom de voz parece mais firme, seguro de si; e ainda assim sem nunca deixar seu lado feminino de lado, ela sempre é vista arrumando seus lindos cabelos (principalmente após sair de alguma área aquática). Um novo feature que eu pude notar enquanto jogava é como Lara parece determinada e para tanto se mostra muito preparada, mencionando a todo o momento as descobertas de seu pai ou então, aprendendo (sim, durante o jogo mesmo!) novos idiomas para desvendar pistas. É lindo de se ver! <3

A propósito, a jogabilidade não mudou muito, está praticamente igual ao game anterior. Mas, pelas pistas que Mike nos deixou, Lara ainda aprenderá muitas façanhas. Uma das perguntas que o nosso grupo fez para o designer, por exemplo, era se a heroína chegará ao ponto em que irá executar aqueles pulos clássicos para o lado enquanto desce o chumbo nos inimigos com pistolas duplas. A expressão de Mike em resposta nos deixou esperança, muito embora ele não tenha concordado e nem discordado, muito pelo contrário (rs).

Todavia, o ápice da demonstração foi logo após eu ter completado alguns puzzles e enfim, alcançar o objetivo da exploradora: encontrar a Tumba do Profeta. Quando ela finalmente chegou ao seu destino, porém, se deparou com uma bela surpresa – o que por sua vez, acabou livrando-a de uma baita enrascada e isso, por conseqüência (ou acidente, rs), a levou para a trilha das verdadeiras pistas do verdadeiro artefato (eu não vou contar, pois isso vai estragar a experiência, sério).

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Para esta que vos fala e que particularmente não gostou muito do reboot (intitulado apenas de Tomb Raider), posso afirmar que minhas expectativas foram às alturas após testar (e terminar) a demonstração da BGS, pelo simples fato de que finalmente eu pude ver florescer nesta nova Lara a imagem daquela poderosa e independente arqueóloga que conheci ainda na era do PlayStation clássico. Ela está mais fria, mais determinada e mais cercada de perigos do que imagina, e isso me agradou muito. Resta agora que o restante do jogo mantenha o mesmo nível de aventura e exploração que eu senti na demonstração, trazendo ainda mais pitadas de misticismo que foi justamente o que eu senti falta no game anterior.

Rise of Tomb Raider tem tudo para ser um dos melhores games do próximo e uma ótima adição à biblioteca de exclusivos do Xbox One. O lançamento na América do Norte é em 10 de novembro.

6 comentários
  1. Shadow Geisel

    Jejé, tenho umas dúvidas sobre essa franquia. O último que joguei foi o remake do original para PS2. A nova série é um reboot, não é isso? Mas o que eu queria saber é se deram alguma explicação ao que aconteceu com Lara na série clássica?

  2. Sovereign

    So irei jogar quando lancarem no steam, ate marco 2016. Nao comprei o Xone, nem pretendo adquirir. Aqui no Japao o xbox cada vez mais afundando, nessa geracao somente de pc e ps4. Pelos videos do rise of tomb raider, jogo promete mesmo. Tenho o reboot e gostei.

    1. Vivi Werneck

      No meu caso, só irei jogar quando lançarem para PS4 mesmo. Nunca fui muito fã de Tomb Raider, mas depois que dei uma chance ao game anterior me apaixonei pelo jogo, mesmo sendo meio linear. Mas cara, o que é aquela sequência de ação no final, com tudo desabando e você correndo para tentar salvar a amiga. Achei muuuito legal. =)

  3. Shadow Geisel

    Uma coisa que eu acabei de perceber sobre esse reboot é que, como a Vivi, muitas pessoas reclamam dele ser linear, mas os primeiros jogos (se você parar pra pensar) eram ainda mais lineares: você estava preso em um lugar, com puzzles pra serem realizados em uma ordem estática e com apenas uma possível solução. Acho que por linearidade as pessoas se referem ao fato de que o jogo se passa em ambientes abertos mas você não tem muito direito de escolha. Também nunca fui muito fã da série não. Só terminei o remake mesmo.

  4. Marcelo Sarmento

    Pelo que entendi do texto, houve um amadurecimento na postura da Lara em relação ao jogo anterior. Muito legal isso, e realmente a aproxima da Lara clássica.

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