Um brinde aos videogames

A EA Games resolveu dar uma festinha, e ao contrário do que todos pensam, que em festa de vídeo game só tem jogos, lançamentos legais, nerds malucos vestidos de Master Chief e coisas do gênero, a EA levou seu próprio cardápio de bebidas:

Battlelfield: Bad Company: Tequila prata, cointreau e limão fresco espremido, servido com gelo.

Battlefield: Heroes: Gin, framboesas frescas e pepino, batidos e coados servidos com um toque de Soda Kumquat.

Left 4 Dead: Raspas de limão fresco, manga e cachaça servido no gelo.

Warhammer Online: Rum, limão fresco espremido, calda “syrup” e pepinos batidos e servido com gelo.

Dead Space: Vermout com amaretto servido com uma cerejinha.

Rock Band: Skyy citrus, limão e lima frescos servido em copo alto.

Mass Effect: Majericão fresco, vodka e limão fresco espremido servido puro.

Pois é, todas alcoólicas. Mas foi só um momento de descontração, de maneira alguma álcool e games estão relacionados. Uma pesquisa feita no ano passado pela Universidade Complutense de Madri e a Associação de Videojogadores, revelou que pessoas que jogam videogames consomem menos drogas, tabaco e álcool.

O estudo aponta que o ócio dos usuários de videogame parece ser suficientemente gratificantes em si mesmo, de modo que, segundo dados obtidos, os encontros dos amantes de videogame estão isentos da presença de álcool e drogas. Por outro lado, o nível de atenção, destreza e superação pessoal que os videojogadores necessitam constituem um fator importante para distanciar estas substâncias químicas dos gamers.”, relata a pesquisa.

Em outras palavras, gamers conseguem aquele “barato” quando passam de uma fase impossível, conquistam vitórias, terminam um jogo e por aí vai. E ainda segundo a pesquisa, os jogadores de videogame são tão focados em se superar cada vez mais que acabam mantendo distância das drogas para que estas não atrapalhem o desempenho deles nos jogos.

É ótimo que o pessoal fique longe das drogas, mas então quer dizer que eles são viciados em videogame? Essa é uma discussão antiga, se nossos queridos jogos viciam ou não. No V Fórum Europeu de Investigadores de Neurociência de 2006, cientistas alemães divulgaram que videogames possuem o mesmo efeito sobre o cérebro que o álcool e maconha, chegando a causar dependência. “As reações cerebrais das pessoas que jogam em excesso são semelhantes às dos alcoólatras e dos usuários de maconha.” – afirmou Ralph Thalemann, cientista do Instituto de Medicina Psicológica da Universidade Charite de Berlim. O estudo comprovou que quando os jogadores submetem seus cérebros a estímulos de recompensa contínuos (destravar achievements conta?), este acaba liberando grandes quantidades de dopamina, que acaba criando uma memória de dependência.

Já estou começando a sentir falta do meu Xbox sabe… preciso… jogar…

Bom, todo mundo pra clínica de reabilitação então?

 

Carla Rodrigues
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