Sobre Mulheres e Games – Parte 3

Tags: gamer girls, garotas gamers, mulheres e games, mulheres gamers, sobre mulheres e games, women gamers

Nos posts anteriores da série Sobre Mulheres e Games, deu para termos uma boa noção de como é a realidade das meninas que jogam e trabalham com videogame no Brasil, certo? Mas em países como os Estados Unidos, cujo mercado é bem maior que o nosso, como é a vida de uma gamer? Será que elas também sofrem preconceitos ou tem dificuldades de entrar para a indústria?

Para tirar essa dúvida, convidei uma americana a contribuir com seu depoimento. Além de jogar desde criança, ela realizou o sonho de trabalhar para um grande estúdio. Confiram…

 

Sarah Rosa

Assistente de Ken Levine na Irrational Games

Eu cresci com os videogames e isso sempre foi uma coisa de família pra mim. Quando eu tinha 4 anos, minha mãe sentava comigo pra jogar Super Mario Bros e Duck Hunt no Nintendo. A minha mente de 4 anos estava convencida de que Mario só tinha 3 fases, porque eu só tinha sido capaz de jogar até ali, mas isso não importava – era mágico pra mim.

Conforme fui ficando mais velha, comecei a jogar cada vez mais com meu irmão mais velho e meu primo. Nunca vou esquecer do verão em que descobrimos Final Fantasy VII. Nós dormíamos em turnos, o Playstation ficava sempre ligado e meus pais tinham perdido todas as esperanças de usar a sala pra qualquer coisa que não fosse nossa jogatina. Daí todos ficamos obcecados por Castlevania: Symphony of the Night e depois o próximo grande jogo e assim por diante. Jogar videogame sempre foi algo que amei, então, pra mim, fez todo o sentido ir até a loja de games local e me candidatar a uma vaga de emprego, assim que atingi idade suficiente pra trabalhar.

Trabalhar numa loja de videogame era ótimo, sentia como se tivesse encontrado minha tribo e ir pro trabalho diariamente era incrível porque eu falava de games o dia inteiro. Até então eu havia conhecido pouquíssimas pessoas na escola que compartilhavam do meu amor pelos games. Quando cheguei na 10ª série fazia cosplay e ia a convenções de anime, começando a interagir com mais pessoas que amavam o que eu amava. Acho que não me dei conta do estereótipo “garotas não jogam videogame” até depois de um tempo que estava trabalhando na loja. Claro que tinha alguns caras que queriam testar meu conhecimento gamer, mas o mais chocante pra mim, na verdade, foi lidar com outras mulheres. História verdadeira: uma vez uma mulher entrou na loja com um console quebrado, me olhou bem nos olhos e disse “Algum dos meninos está por aí? Quero que dêem uma olhada no meu console”. Nem preciso dizer que fiquei com a cara no chão! Eu mantive minha compostura, testei o sistema dela, falei qual era o problema e pra quem ela deveria ligar e a encaminhei até a porta, torcendo pra que minha demonstração a fizesse pensar diferente da próxima vez que entrasse numa loja.

Cosplay: Windia

Isso não foi um caso isolado, frequentemente apareciam mães desencorajando suas filhas sobre os games, pedindo por “jogos de menina” e comentando, chocadas, sobre o fato de eu jogar, porque “videogames são pra garotos”. Honestamente, isso me fez muito grata de ter crescido com uma mãe como a minha, que abraçava qualquer coisa que seus filhos amassem e não se preocupava com gênero. Graças a ela eu nunca senti como se meus hobbies fossem “pra outra pessoa” e nunca me intimidei com nada por achar que era “apenas pra garotos” (obrigada mãe!).

Passei anos trabalhando no varejo de games, então não é surpresa que um dos momentos mais decisivos da minha vida aconteceu atrás do balcão de uma loja de videogame. Eu havia subido na hierarquia, de ajudante de feriado a gerente assistente, mas tinha objetivos maiores do que o comércio. A última loja de games em que trabalhei tinha um cliente costumeiro bem especial – alguns devem conhecer essa pessoa como o diretor criativo de BioShock. Por um tempo eu vinha tentando descobrir maneiras de entrar pro lado do desenvolvimento de jogos e um dia Ken Levine entrou na loja pra comprar um jogo. Eu nervosamente pedi conselho a ele e fui pega de surpresa quando sua resposta foi me convidar a enviar um currículo. Naquela época, Ken estava procurando por um assistente e eu estava procurando por uma vaga num estúdio, pra aprender mais sobre como fazer games. Um mês depois eu estava fazendo entrevista na Irrational Games e estou aqui desde então. No fim das contas, Ken tinha ficado impressionado com minha ética de trabalho na loja e gostou da minha motivação quando tive coragem de perguntar a ele sobre a indústria. Isso mostra a todo mundo como é importante ter orgulho de qualquer coisa que você faça, pois algum dia seu futuro chefe pode entrar pela porta e notar seu valor, mesmo que seu chefe atual não o faça.

 

Hoje em dia ainda sou uma grande geek. Faço cosplay, costuro, jogo Pathfinder semanalmente com amigos, assisto anime e passo horas no meu Xbox 360 toda semana. Meu conselho pra quem estiver se sentindo sozinho no seu hobby é ir a convenções, torneios, entrar em fóruns, enturmar. Finalmente, meu conselho pra quem estiver procurando entrar na indústria é trabalhar duro, fazer perguntas, continuar focado e jogar muitos games.

Cosplay: Ulala

****************************************

Muito fofa a Sarah, né? Eu a conheci na época da entrevista com o Ken. O exemplo dela mostra que se você tem o sonho de trabalhar com games, mesmo sendo menina, basta correr atrás e não desanimar que grandes oportunidades podem aparecer quando menos se espera. =D

Bebs
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49 Comentários em "Sobre Mulheres e Games – Parte 3"
  1. 06/07/2011

    EXCELENTE história da Sarah, e levando a série SM&G (botei sigla, aceita) a um nível internacional.
    Como diz a música da Beyoncé que minha coleguinha tá ouvindo do meu lado,

    Girls, we run this motha! Girls! Who run the world? Girls!

  2. Edson Vitor
    06/07/2011

    Grande materia mesmo, sim la fora como mercado é grande la tem mais garotas jogando mas a realidade do Brasil ta mudando, hoje temos grandes adversarias aqui.

    Pelo trabalho Bebs. Parabens.

  3. DAIGREON
    06/07/2011

    Nervosa essa mina,interditando a sala pra jogar FF7.

  4. Thuni - chan
    06/07/2011

    Agradeço a minha mãe também que me ajudava a jogar Mario Bros! hehehe
    e ao meus primos que me ajudaram no resto dos jogos. Mas acho que agora eles se arrependeram de terem me ensinado a jogar MK3 Ultimate! porque hoje eu dou uma surra neles! 76 rodadas invicta. fuck yeah hsuahsuashahs

  5. Vivi Werneck
    06/07/2011

    O legal de se ver nessa matéria é que a Sarah pouco se lixou para possíveis preconceitos e as barreiras que naturalmente essa indústria, ainda majotariamente masculina, pode ter imposto a ela. Que nada, ela correu atrás do que queria mesmo e é feliz com o que faz. Espero que muitas gamer girls, que queiram trabalhar na área, possam tirar alguma inspiração no caso da Sarah! As próprias Girls of War são um exemplo de que isso é possível! =D

  6. Beatriz
    06/07/2011

    Ótimo post, adorei a história da Sarah e o seu jeito determinado e otimista.

    Espero que o mercado de games no Brasil um dia chegue a patamares como nos EUA, acho que assim cada vez mais garotas irão aparecer trabalhando no desenvolvimento de jogos e/ou apreciando essa área.

  7. Lucy
    06/07/2011

    A verdade é que além de muitos pais desencorajarem os filhos (principalmente as meninas) que querem seguir carreira, tem muitas meninas que sentem vergonha de assumiremque gostam de verdade de games,eu conheço casos

    E os cosplays dela estão chiquetérrimos ahauahauahauahu ;*

  8. 06/07/2011

    Posso dizer li pouco, mas gostei e MUITO!
    Fiquei mais é babando nas fotos… EU Não sou machista só sou um nerd admirador de cosplayers!

  9. 06/07/2011

    Meu, que é isso.

    Quando ela falou que passou a infância jogando Duck Hunt no Nintendo eu pensei: “somos mentalmente interligados”. huahua. O primeiro jogo que eu joguei NA VIDA foi Duck Hunt. Eu, meu irmão, e a boa e velha Zapper Light Gun (já era velha quando eu comecei a jogar). Toda a minha excelente mira em first-person shooters (modéstia passa longe…) nos dias de hoje eu devo à minha prática com os patos.

    Sem falar que eu também virei noites jogando RPGs, contando com o FF VII e Castlevania, no meu falecido Playstation.

    E os cosplays dela são lindos.

    Só que eu nunca trabalhei em nenhum lugar que tivesse alguma coisa a ver com games. Não é a minha área, pelo menos por enquanto. Quem sabe um dia?

    Incrível a entrevista com a Sarah Rosa. Adorei, Bebes, congrats.

    Queria adiantar para pedir uma informação a qualquer comentarista presente que eu não consigo achar na net: alguma estatística oficial sobre garotas que trabalham na indústria de games. Seja como produtora, designer ou jornalista, precisa nem ser muito recente. É que eu jogo no Google e não aparece nada. Se alguém achar e quiser compartilhar…

    Ah, Bebs, deixa eu te perguntar: já entrou em contato alguma vez com garotas blogueiras de outros países? Vários desses blogs acabaram faz tempo, como a GameGirl (acabou em 2009)e a Girls Don’t Game (acabou em 2010). Será que o Brasil é o único país que tem blogs de games liderados por garotas, de qualidade? Pelo menos eu não conheço nenhum blog assim estrangeiro em atividade…

    • Mugen
      06/07/2011

      JP AdmMelhorFinal, seguinte:
      Aqui no Brasil não tem muitas estatísticas. Encontrei só em sites estrangeiros e muitos ja um pouco devassadas.

      http://archives.igda.org/women/MTNW_Women-in-Games_Sep04.pdf
      Nesse aqui de 2004, discuti-se um “plano” de como aumentar a participação de mulheres nas empresas de games e os números(na época). Apesar de já ter um tempo q foi anunciado é bem interessante.

      http://www.fragdolls.com/index.php/blogs/detail/category/rhoulette/game_industry_women_to_know_2010
      Esse link é mais atual, do site mencionado pela Bebs. Mostra a garotas que tem cargos ligados não só a industria gamer, como tbm as jornalistas q escrevem (ou falam) sobre games.

      http://scienceinthetriangle.org/2010/09/female-role-in-gaming-industry-grows/
      Só uma entrevista com Phaedra Boinodiris, q trabalha na IBM Gaming and Interactive Manager. Tem algumas estatísticas.

      É isso aê. Foi o que deu pra ajudar. Espero q sirva.

      PS:Muito legal o depoimento da Sarah. Esse negocio de monopolizar a sala eu já fiz e atualmente, minha irmã faz(“minha jovem Padawan”). Mas, como eu queria q tivesse uma loja de games aqui perto…

      • 06/07/2011

        Sensacional. Valeu, Mugen.

        Acabei de ver a resposta e estou analisando as 3 matérias. Não acabei de ver ainda, mas estou adorando o que encontrei até agora. Muito bom mesmo.

        Por isso eu adoro comentar aqui no Girls of War: o time de comentaristas é o melhor e mais bem-informado da internet, hehe.

      • 07/07/2011

        Opa, curti! NÚMEROS.

      • Hélio
        07/07/2011

        Não só a Amy Hennig, tem a linda da Jade Raymond tbm *-*

    • Mugen
      06/07/2011

      E-he…valeu.(fui valorizado…)
      Eu pesquisei no Google algo do tipo “women in games industry 2010 statics” e surgiram vários links interessantes. Esses foram os que tinham mais a ver.

      PS: a trilogia SM&G(Ilapso Trademark) vai virar tetralogia?

    • 07/07/2011

      Conheço vários blogs de WoW feitos por mulheres. Precisaria ver meus bookmarks pra ver quais deles ainda estão ativos. Tenho também na lista um ou dois que tratam de outros jogos tb.

      • 07/07/2011

        Opa, legal, Alessandra. Blogs brazucas ou estrangeiros? Passa para a gente! Interesso-me sim.

  10. Hélio
    06/07/2011

    Nossa, ela só citou os AAAs mais definitivos daquela geração(Castlevania SOTN e FFVII), menina de muito bom gosto!
    Coitada, fiquei com pena do preconceito q ela sofreu. Não merecia. O negócio é ter certeza mesmo da sua paixão e, a cada dia, descobrir novos motivos pra amar os videogames.

  11. Mih
    06/07/2011

    Amei a história da Sarah ^^ Até me indentifiquei um pouco com ela pq meu sonho sempre foi trabalhar com games e quando era pequena sempre interditava o quarto da minha tia para jogar Mario com minha prima mais velha xD Sem falar que também sou doente por Castlevania(inclusive finalizei o SOTN essa semana ^^) e sou cosplayer ^^

    “Quando eu tinha 4 anos, minha mãe sentava comigo pra jogar Super Mario Bros”No meu caso,sempre que meu pai ia jogar comigo,já colocava jogo de luta.Por isso até hoje eu gosto de Virtua Fighter(valeu,pai =D)

    P.s:Acabei de falecer com esses cosplays ultra mega perfeitos *O*

  12. The Punisher
    06/07/2011

    Muito bom!

  13. The Punisher
    06/07/2011

    Falando em Ulala, sepre achei Space Channel 5 muito engraçado, cheguei a jogar o do Dreamcast.

  14. 06/07/2011

    AI GENTE, QUE MÁGICO! *-*
    Muito legal a idéia do ‘Sobre Mulheres e Games’ Bébs, todas as partes foram ótimas!
    E também tenho que agradecer à minha mãe e ao meu pai por não ligarem também se eu gosto ou não de games. Minha mãe até fica na sala me assistindo jogar (eu sou medrosa e quando tô numa parte que me dá medo eu chamo ela pra assistir HAHA). É até útil ter minha mãe, quando eu tava no último colosso de Shadow Of The Colossus (pro PS2) foi ela que -SPOILER- viu o ponto brilhante no ombro do colosso pra eu acertar, foi muito engraçado! XD -SPOILER OFF-
    Tenho uma invejinha boa dessas meninas que trabalham na área de games, de todas as coisas que eu gosto como hobby a única área que me atrai e que eu já pensei em trabalhar é a área de games!
    GO GIRL POWAH!

  15. 06/07/2011

    Muito bacana! Inclusive, eu AMEI a imagem de capa com a Ulala! Space CHannel 5 é um dos melhores games que já joguei na vida! Arrasou Bebs! XD

    Acho que agora seria legal mostrar as mulheres que TRABALHAM com games! Tem tantas por ai… Jade Raymond, Ayami Kojima, Yoko Shimomura… Só as deusas! ♥

    Parabens Bebs! ;)

    • 06/07/2011

      Opa, opa… Um post sobre mulheres que trabalham com games? Sei não, mas eu enxergo um “Mulheres e Games – Parte 4” vindo aí, hein… hehe.

    • 07/07/2011

      Hum, é verdade. Não tinha visto a matéria da Bruna não. Ela mesma comentou, nos comentários da época, que faria um outro post acerca desse assunto, contando com a Tracy Espeleta. Ela chegou a fazer esse post? Se não, a Bebs pode ter as honras, caso a Bruna permita, é claro.

  16. Edu
    06/07/2011

    Caramba! Bonita, inteligente e com muito bom gosto pra cosplay! =P
    Gostei particularmente do cosplay do Deathsmiles
    Coloca uma foto sua de Casper do lado que fica legal!
    Ai ai..Minha “namorada” infelizmente detesta vídeo-game e afins…(back to reality)

  17. 06/07/2011

    I’m happy to know that you could archieve what most of us just hope for: work with what they REALLY like. And feel free to visit us here in the comments XD.

    And I know what do you mean with “mothers that doesn’t support what their sons/daughters like”. My mother always look down on me and my games, even though I am at a Federal University, doing research in a lab and working in my own project… the same going for my dad, although my brother and sisters now see games with a litlle more respect than before…

    Oh well, it happens.

    And I really loved your cosplays! It’s good to see that its very well-done and with a lot of details. Great work!

    Wait, is that Rydia from Final Fantasy IV? OMFDOG! O_O. Perfect cosplay, LOVED IT!

    Too bad I’m not reaaaally into anime, so I would understand the others… or maybe they are in some japanese game that I haven’t played yet XD.

    Anyway, hope you get the chance to read this message. Keep up the good work ^^

  18. Clarice Gouveia
    06/07/2011

    Um dia sigo os mesmos passos dela… um dia… *barulho de trovão de fundo*
    Muahahahahahahahahaha xD~

  19. Sovereign
    07/07/2011

    Sarah eh um exemplo a seguir. Excelente materia Rebeca. Tinha visto as fotos no iPod no trampo, mas agora vendo no PC, os cosplay dela estao bem feitos mesmo. Gostei mais da Windia. O mais legal foi conseguir esse depoimento, ja que geralmente os gringos sao dificeis de conseguir contato e principalmente tempo.

  20. Fernanda
    07/07/2011

    Meu caso é tipo o da Mih,mas meu pai e meus tios jogavam muito Street Fighter(não me lembro qual era),Resident Evil e Wining Eleven.
    Eu amava ver aqueles zumbis e todo aquele sangue!
    Macabra desde pequena! #euprecisodetratamento URGENTE!

  21. 07/07/2011

    Rebeca, confesso que só vi o link do post via email ;-;
    Fiquei uns dias sem internet ¬¬ Oi Velox é de lascar!

    Fora isso eu queria dizer que eu já imaginava que a situação feminina fosse assim tanto nos EUA como no resto do mundo. Não conheço um país que seja mais matriarcal do que patriarcal (logo a ideia “machista” é predominante no mundo inteiro, assim como mãe e pais que gostam de desencorajar as filhas a jogar videogame pra ir brincar de casinha. Coisa que me lembrou até essa tirinha aqui http://nanquimnaunha.com.br/sortidos/dia-das-criancas ). Nós mulheres viemos ganhando destaque (não só no mundo dos games, mas no geral) por esforço nosso em mostrar que não somos “inuteis” como muitos homens pensam *primeiro homens leitores do blog, não estou falando exatamente de vocês, mas generalizando >..< E os cosplay dela são muito legais! Eu a admiro por ter uma familia que a apoio e também pelo o esforço que ela fez para chegar onde está!

    • Yan
      21/07/2011

      Gostei muito dessa tirinha!
      E o pior é que ela mostra nada mais que a realidade. Isso é triste, viu ¬¬

  22. 07/07/2011

    Lindo depoimento, poxa, me ajudou bastante =D
    Estou entrando nessa área e o depo dela somou muito no que decidi como profissão.
    Obrigada Bebs, mais uma vez!

  23. Fabão
    07/07/2011

    pois é, muito bacana msm o depoimento dela, e isso só bate com aquilo q defendo, de que a maior parte de preconceito ainda está nas próprias meninas, tb muita garota ae q se amarra num vg, mas q tem vergonha de falar, seja por causa dos país ou dos amigos…

  24. Siri
    07/07/2011

    Ulala mesmo. <3
    Achava que só eu jogava Space Channel 5.

    Uma pena que o post tenha sido um pouco pequeno. Ela falou muito pouco sobre si, quase que eu nem me apaixono por essa cigana Sara Rosa Madalena…

    Nunca achei as empresas machistas. Na verdade o mercado até era no século passado, mas as empresas acho que nunca foram.
    Principalmente as japonesas, pois sempre tem nomes femininos nos créditos ou fotos da equipe de produção. Elas sempre estão lá compondo as músicas e efeitos sonoros, construindo enredos ou desenhando os personagens.

    Veja o caso de Phantasy Star. Não só é protagonizado por uma garota como foi desenvolvido por uma, Rieko Kodama. Acho que posso considerá-la mãe de boa parte dos jogadores de RPG do Brasil, afinal, foi justamente com a tradução desse jogo pela Tectoy que muita gente descobriu e virou fã do gênero.

    Mesmo no ocidente temos bons exemplos, como a (ai, ai… S2) Jade Raymond. O currículo profissional e acadêmico dela deixa o de uma enormidade de macho no chinelo.

    Espero que a situação mude logo por aqui. Não é nada animador estar numa classe de exatas e só bichos feios e barbados ao seu redor. Quem dera ter uma Jade pra passar cola pra mim… :(

  25. 08/07/2011

    Nossa, me identifiquei tanto com a Sarah. Primeiro nesse lance de zerar jogos fazendo turno com o irmão. Eu fazia muito isso, é tão bom ter um companheiro de jogatina em casa, tudo fica mais divertido assim =~
    A outra parte foi quando ela falou do trabalho na loja. É muito engraçado quando alguém vai visitar a gente lá no MJ e me apresentam como estagiária da parte de games. Ficam me olhando, do tipo “Games? Mas ela é garota!” Tem gente que chega a perguntar “mas você joga mesmo?”
    Muito boa essa série de posts, Bebsie, parabéns =D

  26. Rafa
    09/07/2011

    Caramba, esses posts sobre mulheres e games estão ótimos, é muito engraçado quando se trata de games as pessoas estereotipam como as coisas devem ser, vídeogame é coisa de menino e videogame é coisa de criança, são frases preconceituosas que as pessoas dizem, se cada um cuidasse de sua vida o mundo seria bem melhor não é?
    A minha mãe eu sempre chamo pra me ver jogar, ela mesmo jogava Tomb Raider e Pitfall comigo na era do PSOne, até outro dia ela se arriscou a jogar Dead Space, mas levou um susto e parou por ali mesmo, haha. Mas hoje ela gosta de me ver jogar Uncharted, mas as vezes ela fica do lado da “Record”, as vezes do meu lado, tem que saber conviver, kkk

    Ps: Ótimo post Beb’s. :)

  27. Heverson
    11/07/2011

    kkkkk muiiiito legal , gostei da muito da história dessa garota, eu também me divirto com games desde pequeno (acho que 8 ou 9 anos) na época eu jogava syphon filter no ps1, mas acompanhando os passos dop meu tio começei a jogar tomb raider, e seguindo os passos da mimha prima comeceie ainda jogo Final Fantasy. Mas sou fera quando o assunto é Battlefield. Jogo por hobbie pessoal, isto é por diversão mas sempre quis trabalhar como gamedesigner

  28. 13/07/2011

    Adorei esse depoimento, e o importante é continuar jogando, como diversão ou profissão!
    Um post sobre mulheres que trabalham na indústria de games seria ótimo, e eu, como fã da BioWare, também sou fã da Christina Norman (Lead Gameplay Designer do Mass Effect 2 e 3), que trabalhou por 6 anos na BioWare e saiu há alguns dias pra Riot Games.

  29. Valeska
    15/07/2011

    Muito bom o depoimento dela. Interessante ver que certos pontos de vista são os mesmos daqui (preconceito), embora em menor escala.
    E ela é super firme no que quer, achei isso o máximo. Assim que deve ser. ^^ Parabéns meninas, por mais um post fantástico.

  30. Guto Collares
    20/07/2011

    Hmm…
    Parabéns à moça, hoje no topo da cadeia alimentar do mundo dos games…

    Interessante como o preconceito é multifacetado; Eu assisti recentemente um desses programas matinais da FOX NEWS, tipo “Mulheres tentando entender os homens” em que um dos “analistas” (o único homem da sala), que só pode ser um grande idiota, dizia que homens na faixa dos 30 anos que ainda jogam videogames “têm problemas”. E que mulheres devem “manter distância desses tipos”. O cara é um imbecil com honras e méritos.

    Homens (pelo menos os ‘idosos’ como eu) sofrem preconceito no mundo externo. Espero que a luta feminina pela aceitação beneficie a todos.

    • The Punisher
      20/07/2011

      Pois eu “tenho problemas” então pois tenho 3.1 e jogos desde os meus 3 ou 4 anos

    • The Punisher
      20/07/2011

      É incrível esse tipo de coisa, de preconceito hoje em dia, às vezes nem parece que vivemos no século XXI por ainda existir esse tipo de coisa, não só esse tipo de preconceito como vários outros.

    • Bowie
      21/07/2011

      LOL
      Fico pensando o que esse doido diria de mim, que além de games ainda coleciono HQs.

    • Yan
      21/07/2011

      Poisé, infelizmente o preconceito de que videogame é coisa de criança é existe e é bem “mais difundido” que o preconceito contra mulheres gamers.
      E não existem só esses! Também tem aquele de quem gamer é sem vida social, doido, psicopata, não fala com ninguém, e tudo mais de ruim.
      Eu mesmo só costumo falar do meu gosto por games para quem vem e me pergunta, pra evitar ser discriminado por aí!

  31. Guto Collares
    20/07/2011

    Pois é… Eu só errei feio porque agora fui rever a fonte e percebi que era um programa da MS/NBC chamado “The Other View” onde o “O” é enfeitado com os adereços de Marte/Vênus (símbolo de feminino e masculino).

    Mas está lá, bem real, com a frase escatológica: “Se você tem 30 anos, devia haver outra coisa na sua mente, não videogames”. Como eu disse, o cara é um tapado.

    Quem quiser ver o vídeo, eis o Link, com um aviso: é tudo em inglês, SEM legenda. http://www.gamingunion.net/news/apparently-its-weird-for-adult-men-to-play-video-games-says-today-show–5758.html

  32. Fabão
    20/07/2011

    mas acho q esse preconceito já foi maior viu galera, a partir q a nossa geração (eu tô com 28 anos) vai ficando mais velha, nossas expeciências e ponto de vistas vão sendo passados para os mais novos e nossa opinião ganha força na sociedade, diluindo assim esse preconceito besta… não acredito q ele vá desaparecer por completo, mas vai ser cada vez mais comuns galera acima dos 30 debatendo sobre chars de wow sem q isso seja coisa de outro mundo para pessoas não gamers…

  33. Yan
    21/07/2011

    Nossa!
    Só agora tive tempo de ler a entrevista, mas gostei muito! Muito bom também saber que ela sempre se deu bem no que fazia e embora tenha diso bastante discriminada, demorou pra pereber isso, o que deve ter ajudado bastante.
    Ela é muito bonita também, aí fica fácil de fazer cosplays né? ^^
    Que bom que ela encontrou seu lugar e pessoas que compartilham da sua paixão pelos games!

  34. leandro(leon belmont) alves
    21/07/2011

    quem dera tivesse várias meninas gamers no mundo.(no Brasil,principalmente) seria mais fácil para nós Gamers Nerds puxarmos conversas com vocês.^^ e as meninas geralmente são mais atentas a detalhes, ficam menos tempo “empacadas” em certas partes dos games. eu mesmo tenho uma amiga que curte games e não tem vergonha disso e nós da uma surra no PES.meus amigos a desafiam e sempre perdem.(ainda bem que eu não curto futebol) adorei o post e esse site, vou visitar mais vezes e vou falar com a minha mina sobre esse site, lol!

  35. 09/08/2011

    Eu li todas as postagens do “sobre mulheres e games” e achei fantástico, é muito bom ver que mais e mais gurias estão se juntando nesse mundo SUPER LEGAL dos jogos e que a aceitação está melhor. Eu jogo desde pequena e assisto jogos antes até de falar (meu pai é gamer e minha mãe também acreditam?). Eu realmente amo jogar nossa nunca vi algo mais relaxante que um bom FPS (COD:MW2 que o diga) e uns headshot bem dados, mas mesmo gostando de jogar é meio complicado conhecer outras pessoas que jogam (leia conhecer como conversar com elas). Acho que ainda existe um preconceito dos garotos sobre garotas que jogam, não um preconceito que de ela joga mal mas sim aquelas histórias de lésbica ou mulher macho e bah (idiota mas ainda existe isso gente).
    Porem em contra partida disso existem muitos caras que super incentivam e apoiam as meninas que jogam. Eu sinto falta de Detonadistas mulheres e estou pensando até em começar a fazer uns detonados pro youtube, tinha uma menina que eu não lembro o nome que fazia de Silent Hill e era muito boa no SH mas ela deu chá de sumiço.
    Adorei a matéria meninas, continuem assim.

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