Rótulos: seria você mesmo um nerd? Gamer? Ou tudo isso?

Tags: artigo games, Gamer, geek, nerd, rótulo gamer, rótulo geek, rótulos

O que mais gosto da minha semana de TPM é que, ao invés de ficar irritada e querer matar o mundo, costumo ficar mais tranquila e com ideias interessantes para artigos – até porque ser estressada e sociopata é minha versão default.

Ontem estava conversando sobre assuntos aleatórios com um amigo da época da faculdade que não conversava há séculos e, dentre vários assuntos, tocamos na tecla do ser ou não nerd. Esse meu amigo é um tipo de nerd na essência da palavra: gosta de Star Wars e Star Trek, games, quadrinhos, mangá, RPG, Magic (cartinhas malditas que nunca aprendi a jogar, também nunca tive saco pra isso) e descobri que, estranhamente, me senti um pouco perdida com algumas coisas que ele dizia (como aquele raio de “Dia da Toalha” nonsense por causa de um livro). Ele só me fazia mais sentido, é claro, quando falava de games.

Foi aí que cheguei ainda mais próximo da conclusão de que não sou nerd, isso mesmo gente – mas calma que explico, mas também não deixo de ser completamente.

Nesse momento, o meu amigo deu uma risada e disse: “ah vá! É claro que você é nerd!” e eu disse: “mas só porque gosto de videogames? Isso não me faria uma gamer?”. Ficamos pensativos por um tempo e percebi que esse negócio de rótulo é uma merda, desculpem o termo.

Desde que me entendo por gente tentei buscar algum tipo de identificação para o meu ser e, na verdade, percebi que gosto um pouco de tudo e não apenas de games. Desde meus trágicos episódios pagando mico em feiras de Star Wars e Star Trek passei certo tempo refletindo sobre essa questão.

Nós passamos boa parte da vida, especialmente infância e aborrescência, tentando fazer parte de algum grupo. Isso sempre existiu e sempre vai existir pelo simples motivo de que o ser humano tem a necessidade de viver em sociedade e, para isso, de alguma forma – física ou apenas virtual – precisa se sentir aceito em algum meio, por mais que jure o contrário.

Alguns conseguem se enquadrar com mais facilidade que outros, ou simplesmente não querem ter o trabalho de ver o que realmente o completa e adota o grupo mais fácil para si. Isso nunca aconteceu muito bem comigo. Sempre tive gostos muito distintos e meus amigos mais antigos dizem que de tempos em tempos eu sofro uma espécie de metamorfose cultural, rs.

Por exemplo, na época do colégio (há alguns milênios atrás), eu andava com o pessoal dos esportes e jogava handebol (eu era pivô do time). Lembro-me que durante as aulas de educação física, enquanto eu e o meu pessoal “esportivo” estava em quadra, alguns outros colegas de sala estavam jogando Magic e eu, por vezes, até sacaneava eles e chamava de que? De nerds! “Ah, seus nerds! Vivem com essas cartinhas idiotas”.

É minha gente, já fiz bullying… Isso é muito triste, mas acho muito hipócrita e mais triste ainda não admitir isso para vocês. Mas a vida sempre dá uns hadoukens básicos na gente e, quando os “nerds das cartinhas idiotas” descobriram que eu era viciada em videogames, sabe o que eles fizeram??? Uma bala Juquinha para quem adivinhar…

Não, pequeninos herculoides, eles não me zuaram também e contaram a descoberta para todos os meus coleguinhas “esportivos”. Eles me chamaram para jogar videogame com ELES! Isso foi um verdadeiro soco no meio da minha cara e do meu bullying idiota.

Depois desse nocaute, passei a dar mais atenção a eles e descobri que, tirando o lance das cartinhas de Magic que realmente não acho graça até hoje, tínhamos muito em comum – como amar videogames e RPG (eles também gostavam de Star Wars, mas isso também não funcionou comigo – como vocês já sabem). Aprendi a jogar D&D e Vampire com essa galera! Sinto falta deles, nunca mais os vi…

Mesmo assim, nunca deixei de me dedicar aos esportes e andar com a galera dita mais “descolada”, que ia para festinhas e tal. Hoje em dia não jogo mais handebol, porque estourei o meu joelho numa partida, mas pratico artes marciais e não dispenso sair com os amigos para um barzinho sempre que dá, por exemplo.

Por que não? =)

Por que não? =)

Depois de contar, resumidamente (por incrível que pareça), essas coisas para vocês me pergunto novamente: eu sou nerd? Sou apenas gamer? Sou descolada? Sou maluca (isso sim)? Sou o que afinal? Depois de torturar algumas Barbies e decapitar alguns Teletubbies posso dizer com segurança para vocês: sou tudo isso e misturado! Rs. Isso porque, ao invés de tentar limitar e colocar barreiras na minha vida para me enquadrar em apenas um círculo social, optei por abrir meus horizontes (no bom sentido) e abraçar toda e qualquer manifestação social e cultural que me faça sentir bem comigo mesmo. Seja ela de qual vertente for.

Amo rock e metal, mas também curto jazz, blues e pop. Amo games e RPG, mas adoro barzinhos e esporte. Amo tecnologia e gadgets, mas adoro jogos de tabuleiros e o bom e velho livro no papel. Então galera, para que ficar com complexo de comida em conserva e se rotular? Se você gosta ou desgosta de algo, dentro ou fora do círculo social que convive, e daí? O importante é você se sentir bem com o que você faz e quem você é.

– E você? Já se achou? Quem você é?

Vivi Werneck
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79 Comentários em "Rótulos: seria você mesmo um nerd? Gamer? Ou tudo isso?"
  1. 10/11/2011

    Acho que isso deve ter feito parte da adolescência de todo mundo. No colégio sempre tinha o grupinho do CDFs bullyinados, das patricinhas, dos piadistas, etc.
    Dentro da música também vi muito disso, se fosse do Grunge não poderia gostar de Hard Rock, do Metal não gostar de Punk, etc.

    E a maioria das pessoas sempre se “maquiando” pra fazer parte de algum grupo.

    Acho triste quando esse tipo de coisa acontece com um adulto, ter que ficar fingindo gostar/ser o que não é, só pra poder fazer parte de um grupo na faculdade ou trabalho – esses precisam crescer! :P

    Ps.: é Star Trek :P

    • Vivi Werneck
      10/11/2011

      opa! já consertei! obrigada. rsrs tá vendo o drama? XD

  2. Jhun
    10/11/2011

    Bom deixa eu ver.

    Sou gamer, toco baixo e guitarra, sou adpto de bares e álcool, jogo D&D, Magic, assisto animes, leio mangás e HQs, estudo programação, fiz kungfu, malho, quando sobra um tempo eu jogo um basquete e a apesar da inteligência “nérdica” na adolescência eu andava com os “descolados” mas sempre protegendo os “nerds”.

    Acho que uma definição boa pra mim seria Geek. :)

  3. Fernanda
    10/11/2011

    Ja fui da turma do futebol e volei…mas hoje em dia sou da turma dos gamers(que turma Fernanda?Só tem vc e um garoto!)
    Mas não ligo pra esse negocio de turma,pra mim whatever.

  4. Yan
    10/11/2011

    Realmente…
    Uma das coisas que eu nunca consegui entender é o que leva as pessoas a fingir gostar (ou desgostar) de algo só pra se rotular!
    Eu achava aceitável alguém que gostava de “se rotular” mostrando os seus gostos reais, mas faz bastante tempo que não penso sobre isso.

    Uma das coisas mais imbecis que já ouvi foi um cara dizer “Videogame?? Coisa de criança!”. Se o cara realmente pensasse isso, seria a opinião dele e eu ficaria calado, mas o cara jogava videogame!

    Espero que eu nunca tenha feito algo semelhante na vida.

  5. Gustavo Correa
    10/11/2011

    Tive uma amiga no colégio, que sempre odiou os nerds, e adorava tirar um sarrinho de mim por que era um viciado em games e desenhos animados, mas os garotos que ela sempre achava os descolados hoje não são nada, esses dias ela me encontrou e disse: Gu, sempre falo pra minhas priminhas, de atenção aos nerds, esses serão alguem algum dia ! o assunto acabou com um simples olhar da minha parte “agora vc enxergou a verdade”, não importa o que somos ou o que fomos nas epocas de colégio, o importante é que vc se sinta bem da maneira que vc é, e respeitem as opiniões e tribos diferentes da sua.

  6. leandro(leon belmont)alves
    10/11/2011

    gosto de games velhos do N64 para baixo,não curto muito tecnologia,gostava de ler mangas, mas já perdi o interesse a tempos e prefiro ler livros e jornais. me exercito quase todo dia(estou “quase” sarado) e vagamente me interesso por politica as vezes….

    sou retrôgamer, isso é tudo o que sei.

    • leandro(leon belmont)alves
      10/11/2011

      e essa coias de rótulo é de gente babaca e desocupada mesmo.

      • leandro(leon belmont) alves
        10/11/2011

        *coisas

  7. Deivd
    10/11/2011

    todo mundo passa por isso, mas depois de um tempo a gente começa a pensar: de que adianta viver pela opniao dos outros? De que adianta ser um tipo de pessoa para que os outros gostem de mim, mas sem demostrar quem eu realmente sou? Se eu fizer isso, os outros vao gostar e de um ator, e nao de mim msmo. O problema que isso vale nao so na questao de ser nerd, geek , gamer, ou sei la o que, mas tbm nas areas familiares e principalmente amorosa em que muitas vezes a pessoa faz de tudo pa agradar alguem, e depois vive uma mentira pq quem esta do lado dela nunca a conheceu de verdade.

  8. Rafael
    10/11/2011

    É engraçado, porque se tem várias fases na escola, passei da turma da zueira, pros cdf’s e “certinhos” e depois me juntei a quem não queria nada mesmo, mas sempre jogando videogame. haha. Na faculdade acontece algo parecido, com algo a acrescentar, todos os rolês terminam com copos de cerveja na mão, ou então no bar que fica em frente a faculdade. Mas acredito que o mais importante é você realmente se sentir bem com determinado grupo pelo que você é, e não pelo que não é.

  9. Mugen
    10/11/2011

    Seguindo o q o Jhun disse aí em cima, faço quase tudo isso (troque guitarra por teclado, kung-fu por taekwondo, Magic por Yu-gi-oh e Programação por Jornalismo), mas não deixo de sair com os amigos pra fazer o mal(descobri q eu to ficando resistente ao alcool…)

    Tenho pai q se tbm se “encaixaria” no rótulo de nerd(e ele anda com uma pistola na cintura) e o rótulo não influencia em nada na personalidade da pessoa.

    Esses rótulos são baseados na visão de pessoas q estão de fora desses círculos e/ou não tem as mesmas preferências (ex: o cara q pratica bully e tem alto teor de intolerância e preconceito no sangue). Foram criados para serem depreciativos. Separar.

    Resumindo: tanto faz isso aí, seja você mesmo e deixe os outros tbm serem.

  10. Leandro
    10/11/2011

    apesar de também nunca ter me enquadrado em nenhum grupo da escola, e jamais ter feito bullying também não me considero nerd só pq sou um gamer.
    ps: só eu me sentia muito discriminado por nunca ter aprendido a jogar Magic: The Gathering com os nerds? Eu pelo menos achava terrivelmente difilcil quando olhava… :p

  11. Hélio
    10/11/2011

    Bom, pra mim é impossível ser só uma coisa no mundo em q vivemos hoje.
    Quer dizer, eu sou apaixonado por games do fundo do meu coração, mas fico na musculação mais de 1h30 4 vezes na semana e, qdo não estou lá, caminho bastante tbm.
    E tbm sou doido por filmes de aventura, comédia e romance. E por viajar. E por música. E por tantas outras coisas q não faz o menor sentido querer me enquadrar como um “tipinho estereotipado”.
    Sou um pouco de muita coisa.

    • Yan
      10/11/2011

      Poxa, ha muito que eu procuro um tempinho pra fazer musculação e caminhar mas não consigo. Tem gente que é muito mais ocupada que eu e consegue tempo pra fazer o que quer.
      Preciso mesmo planejar melhor o meu tempo!
      (off-topiczão mais nada a ver da história do GoW, palmas pra mim \o/ )

      • Hélio
        10/11/2011

        Aham, tem épocas q é uma correria enorme. Mas vc consegue. :D

  12. Fabão
    10/11/2011

    se eu tivesse q me rotular, não seria nerd, geek, gamer, esportivo, descolado ou pegador, nenhum desses… acho q meu rótulo perfeito seria vagabundo… sim, sério… a preguiça predomina aqui… sabe aquele game massa q vc diz q vai terminar custe o q custar, pois bem, tb quero terminar ele, mas dá uma preguiiiiça, e aquele livro massa q eu começei a ler semana passada, tem q terminar, mas dá uma preguiiiiça, e aquele filme massa q tem no pc q baixei, puta preguiça de ligar a tv no pc pra assistir com a família…. acho q um dia vou morrer de tanta preguiça, o coração é o cérebro vão para de funcionar pq dá muito trabalho uhauhauha (antes q me perguntem de onde q eu tirei forças para digitar esse post, eu só to ditando, quem tá digitando é meu primo)

  13. Shaka
    10/11/2011

    “O que mais gosto da minha semana de TPM é que, ao invés de ficar irritada e querer matar o mundo, costumo ficar mais tranquila e com ideias interessantes para artigos.”
    Como assim? rsrs

    ““Dia da Toalha” nonsense por causa de um livro“Dia da Toalha” nonsense por causa de um livro”
    O.O

    “Por exemplo, na época do colégio (há alguns milênios atrás), eu andava com o pessoal dos esportes e jogava handebol (eu era pivô do time). ”
    Meu Deus…

    “Eles me chamaram para jogar videogame com ELES! Isso foi um verdadeiro soco no meio da minha cara e do meu bullying idiota.”
    Caraca

    “Aprendi a jogar D&D e Vampire com essa galera!”
    Nossa

    “eu sou nerd? Sou apenas gamer? Sou descolada? Sou maluca (isso sim)? Sou o que afinal? ”
    Vc é uma linda Vivi rs.

    Post mais revelador da história, não imaginava todas essas coisas de vc.
    Me identifiquei bastante; já fui uma criança gamer, depois fui da turma da balada (fiquei no limbo dos games um tempo por causa disso), já fiz jiu-jitsu, hapkido. Já fui fuzileiro, já tive trocentos card-games de pokemon, já tive cabelo no meio das costas, já fui acusado de abandonar o movimento metal rs, já fiz aula de violino/guitarra/violão, já gostei muito de jogar futebol, hoje em dia não jogo mais……. já fiz muita coisa e aprendi muito com cada uma delas, sempre procurando me tornar uma pessoa melhor.

    Parabéns pelo post, foda, fiquei emocionado rs.

    • Vivi Werneck
      10/11/2011

      “eu sou nerd? Sou apenas gamer? Sou descolada? Sou maluca (isso sim)? Sou o que afinal? ”
      Vc é uma linda Vivi rs.

      ooowwww… *blushing*

      “Parabéns pelo post, foda, fiquei emocionado rs.”

      obrigada! =D

  14. Carcaju
    10/11/2011

    Os filmes nos ensinaram que para ser nerd é preciso:

    – ser inteligente;
    – ter bom relacionamento com as mulheres (que eles sempre pegam no final);
    – passar os fortões pra trás.

    Então tenho orgulho de ser nerd, huahauhauhauuahuhau… Mas isso é engraçado… Na época que aconteceu o incidente de Guarapari, quando mataram uma mina jogando Vampire (ou algo assim), eu trampava em uma loja da Devir. Sempre vinham pais preocupados com os filhos, querendo saber mais sobre esse jogo que “matava”. Após a longa explicação sobre o que é, e mostrar os livros e até mestrar uns 5 minutos, eu adorava perguntar: “após falar comigo, o(a) senhor(a) me considera um assassino por jogar RPG? Levando em consideração a minha aparência, que sou cabeludo (cabelo comprido a 2 dedos da cintura), barbudo, uso brincos, piercings, tatuagens (eu tinha o kit maloquero completo, rs), me visto de preto, uso umas correntes como acessórios, tomo a minha cervejinha com os amigos no fim de semana, gosto de jogos e filmes violentos, tipo Mortal Kombat e Viagem Maldita, curto Heavy/Thrash Metal e ainda por cima jogo RPG, e levando também em consideração o que estão dizendo de quem joga, eu devo ser uma ameaça a sociedade…” e em 100% das vezes que falei isso, demos risada e concordamos que opinião sem conhecimento é bobagem. Cheguei até a ganhar alguns amigos ao invés de clientes com essa explicação.

    O que sei que sou hoje é tiozinho… você percebe que é um quando seu sobrinho diz para uns amigos que tem um tio “descolado”, huahuahuauhauha…

    • 10/11/2011

      Cara, acontecia o mesmo tipo de coisa comigo quando eu trabalhava na Fnac. Eu era o mais novo da turma, e trabalhava no setor de fotografia. Aí sempre vinham me pedir explicações sobre as câmeras e eu falava em nível técnico. Mó galera “mais leiga” se assustava, mas de vez em quando apareciam uns “tiozões” da fotografia que ficavam pasmos com meu conhecimento técnico.

      É aquela velha história: não julgue um livro pela capa. Ah não ser que seja um daqueles livros sonoros, que no caso são as pessoas que escutam música no celular sem o fucking fone de ouvido.

  15. Thiago (Spectrumframer)
    10/11/2011

    Ah, sempre fugi de panelinhas.
    Não suporto me prender a grupos. Prezo minha liberdade, acima de “fazer parte” de qualquer coisa :-)
    Já participei das fases de esportista, estudioso, revoltado, gamer, artista, piadista, etc. Acho que todo mundo muda ao longo do tempo.
    Além de não me deixar rotular, logo eu me canso da rotina e caio fora.

    Acho que o melhor (e único rótulo que gostei) foi de desgarrado :D
    Tem tudo a ver comigo, já que passei anos na atitude “lobo solitário”, só gostava de me enturmar pra pegar mulher. rs
    Mas de uns tempos pra cá, tenho valorizado mais a amizade e o convívio com as pessoas. Acho que tou ficando véio..
    Bom, é isso ae.

  16. Leandro (Cotoba)
    10/11/2011

    Nossa em, você zuava a galerinha de Magik rsrs

    Bom eu acho que sou um pouco de tudo, na minha infância adorava jogar Master System, Mega Drive e SNES, eu nunca fui bem na escola, fazia da vida de muitos um inferno e sempre fui dos dois lados, dos bagunceiros e adorava ficar do lado dos “nerds” também, antigamente falar de jogos era maior legal, até hoje é…

    Até Magik ja joguei mas não sou muito fan não, adoro sair com os amigos mas so bem mais caseiro, adoro fuçar entender tudo sobre tecnologia, e trabalho com Designer e curto um bom Rock n’ Roll e adoro basquete e futebol só no video-game =)

    Skyrim é hoje as 22 em Vivi :D

    • Leandro (Cotoba)
      10/11/2011

      Ahhh e até hoje jogo e mestro RPG de mesa, estou mestrando uma aventura medieval que é minha paixão ^^

      E por falar em RPG aqui no Girls of War vocês poderiam falar também sobre RPG de mesa né? D&D, Gurps, Vampiro a Máscara e etc.

  17. 10/11/2011

    Antigamente ser nerd significava que você sabia de cor a musiquinha de abertura do Cavaleiros do Zodíaco e do Jaspion, almoçava bolacha recheada lendo alguma história em quadrinhos, varava a noite tentando fazer final em algum RPG medieval e entrava em discussões calorosas sobre qual era o melhor Super Nintendo ou Mega Driver? Na escola era tido como “esquisito” ou mesmo “retardado” e seu desempenho com as mulheres era exatamente o oposto de suas notas, sempre muito altas (com exceção de Educação Física, que você fazia questão de ir mal de propósito para não se vender ao Sistema).Antes da coisa toda banalizar (antes da série The Big Bang Theroy fazer sucesso, de nerd deixar de ser fracassado, se tornar cool , não precisar tirar boas notas e ser chamado de geek.
    Eu não vejo outra coisa se não um p*¨% retrocesso essas definições “se faço X horas de academia por dia, bebo Y mls de álcool por semana, leio z livros por mês, então eu sou “____________”.
    Desculpaí, MAS É RIDÍCULO!
    É fazer com que o pessoal que ‘dos games’ pareça tão bossal (tentanto se distuinguir do restante) quanto quem gosta de cinema ‘alternativo’ se achar superior ao resto da humanidade.

    • leandro(leon belmont) alves
      10/11/2011

      pô cara, isso que cê falou foi profundo….tu tá mais do que certo,virei seu fã. lol

    • Leandro (Cotoba)
      10/11/2011

      concordo eu garanto que se junta todos que curtem um video game e essas coisas “nerds” vai ser muito mais divertido do que encher a cara num bar e no outro dia ficar de ressaca, nao to dizendo que nunca enchi a cara pq ja sim mas é estúpido mesmo.

    • Shaka
      11/11/2011

      “antes da série The Big Bang Theroy fazer sucesso”
      O site jovem nerd tb difundiu isso no Brasil antes da série.

  18. CPR
    10/11/2011

    O q é sociopata? rsrs

    • leandro(leon belmont) alves
      10/11/2011

      alguem que detesta viver com pessoas? 0__0

      • Thiago (Spectrumframer)
        11/11/2011

        “alguem que detesta viver com pessoas? 0__0”
        pow, acho que tenho algo em comum com a Vi :D
        Se bem que em grau bem menor, talvez. Eu até gosto de convívio… por algum tempo! hehe
        Vivi, acha que o videogame teve alguma influência nessa parte da sua personalidade, ou era algo da sua natureza? Tipo, já tava no seu DNA e tal. rs

    • Vivi Werneck
      11/11/2011

      Sociopata = Pessoa que não toma decisões importantes baseadas em seus sentimentos, sendo assim, guia o seu comportamento através de uma análise fria e puramente racional. Dois dos sintomas básicos desse distúrbio psicológico são: ausência de remorso e ausência de medo de qualquer punição. Sociopatas mais intensos podem se tornar psicopatas, neste caso, a ausência de apreço pelo próximo é uma das características principais. #WikipediaFeelings

  19. 10/11/2011

    Belo post. Tanto quanto um outro sobre valer a pena ser ista.

    Tô há um tempo refletindo sobre essa questão de rótulos, e bem, eu já desisti de me nomear de alguma coisa. Um amigo meu já me chamou de não nerd porque eu sei quase nada de Star Wars (só vi o primeiro cronologicamente há um tempo e só). Porra, é como se o gênero inteiro girasse ao redor disso e o resto é irrelevante. Considero isso babaquice, de qualquer modo.

    Confesso que já passei pela situação absurda de ~tentar~ gostar de alguma coisa pra ser mais nerd/geek/gamer etc. Definitivamente não vale a pena. Ninguém é melhor ou pior por gostar ou desgostar algumas coisas dentro daquele ‘rótulo’. E pra quem acabou se acomodando nisso, chega a ser complicado sair dessa mentalidade.

    Eu acredito que essas “tribos” estejam se misturando com o tempo, já que têm muitas coisas em comum, mudando mais a intensidade, suponho. E eu sinceramente espero que isso aconteça. Daí não tem mais esse mimimi todo de que Fulano é ou não é nerd ou gamer porque não faz ou curte tal coisa. Cansa ler comentário de fanboy em sites sobre games dizendo que quem joga pelo Wii é só criança/mulher/viado, ou que você não é maduro por não jogar ou gostar de Cod/Battlefield/CS/insira um FPS sanguinolento aqui.

    (acho que virou um desabafo isso aqui =P)

  20. 10/11/2011

    obs: acabei sendo redundante em alguns trechos comparando com o que escrevi nesse outro post que citei, foi sem querer XDDDD

  21. 10/11/2011

    Que bom eu ver gente aqui tããão live de preconceito, que diz que é ridículo rotular os outros né? espero que vocês não andem rotulando gente por aí amiguinhos.

    Rotulamos as pessoas baseando isso em preconceitos e experiências passadas. Eu tiro de exemplo meu irmão. Adora forró, vai pra festa, shows de micareta, adora ir à praia, faz academia. Quem olhar pra ele, pensa “um pitboy”. Daí, você descobre depois que ele é formado em FÍSICA, tem mestrado em geofísica e está agora terminando o doutorado dele. Ah sim, ele adora jogar comigo… apesar dele preferir jogos “massa véio” como CoD, haha.

    Enfim, se vocês também não gostam de serem rotulados… convenhamos, tem nerd safado no-life com cabeça fechada e que acha que a vida dele se resume a internet e que depois acha ruim que alguém o chame assim.

    Gostamos de games e foi essa pequena paixão que faz até mesmo este blog existir. Se a gente é rotulado assim… uaréva. Eu tenho minha dose de nerdice gigantesca e ainda assim não dispenso sair com meus amigos pra encher a cara e voltar pra casa tão bêbado que fico achando que tenho um cachorro imaginário chamado Bob. (é, foi uma festa boa)

  22. Gilberto
    10/11/2011

    Os rótulos só pegam se existir pessoas que se incomodam com eles, sempre fui rotulado, hj em dia eu sou o gordinho… pra mim não faz a mínima diferença…

  23. Fernanda Martins
    10/11/2011

    Bah a vida dá muittass voltas!!!! Houve um tempo que já quase fui promoter de balada e andava com as pessoas “populares” do colégio. Hoje faço Computação e e dou festas de games (leia-se vários nerds + pizza em volta do meu 360). Mas não abro mão de um barzito (e pra isso eu chamo os meus colegas de cólegio pq os da faculdade são tristes pra beber… deuus o livre).
    Quando entrei na Computação meus amigos praticamente caíram da cadeira (vc é louca? ) e embora hoje o lado nerd seja mais forte, nào abro mão de curtir um pouco do lado negro :P
    PS: Muitos vão me xingar, mas a Computação faz jus ao nome. Só tem aqueles nerds dos filmes que nunca vêem a luz do sol. Tens uns ali que nem sabem o que é beijo na boca! Muitos não bebem e não saem de casa! Então eu não condeno esteriótipos pq todos tem um fundo de verdade!

    • Helena
      16/11/2011

      lol, me identifiquei totalmente! Faço engenharia da computação e o curso tem realmente muitos nerds próximo ao esteriótipo exagerado, mas são a minoria, na verdade. A maioria dão pessoas normais (ou quase). Me identifico muito com meus amigos nerds da faculdade, mas pra sair pra balada saio com meus amigos da escola!

  24. Clarice dos Santos
    10/11/2011

    Isso de querer se encaixar em um “grupo”, ser aceito de um jeito que não é você é uma completa MERDA!
    Desde nova fui influenciada a gostar de games, rock e heavy metal, e passei a infância com amigos MENINOS só falando de videogame. Continuei assim até chegar na aborrescência. Já copiei jeito de uma amiga minha se vestir por ela ser super popular (eu a IDOLATREI por ANOS, até alguém foder tudo e eu perder a amizade dela que, por sinal, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, mesmo eu sentindo falta dela), já gostei de estilos musicais que não eram totalmente minha cara (isso não vem ao caso), e com isso eu não era rotulada de nada… aliás, não que eu saiba, vai que me chamavam de “MAria vai com as outras”, sei lá?
    Nessa mesma época eu meio que dei uma leve “abandonada” nos games… só queria saber de tentar ir em balada, “paquerar” (coisa que nunca deu certo, já que sempre fui a amiga “feia” da turma…rs…*sem mimimi,é sério…O.o*) e acabei esquecendo de mim.
    Graças a Deus de alguns tempos pra cá, FINALMENTE a personalidade voltou. XD~
    Eu tenho um rótulo: Clarice!

    • Clarice dos Santos
      11/11/2011

      Aliás, Clarice NERD e GAMER!
      <3

    • Hélio
      11/11/2011

      Puxa, Clá! Q pena isso q te aconteceu, mas não ligue não, sempre tem novos amigos pra gente fazer. :D

  25. 11/11/2011

    Eu sou um dos poucos verdadeiros nerds que eu conheço. Diversos nerds amigos meus já passaram ao grau de “meio nerds”.

    Eu sou o típico nerd. Na escola, nas aulas de educação física, eu jogava xadrez. Jogava muito bem, e já cheguei a lecionar xadrez para crianças. Quando criança, não queria saber de garotas, só de yu-gi-oh, magic, livros e games. Hoje, continuo curtindo tudo isso, mas passei a me interessar pelas garotas. =D Meu gosto por livros me levou a ser professor de literatura.
    Meus amigos nerds da época de escola hoje estão namorando, fazendo academia e praticando esportes: coisas que verdadeiros nerds da minha época não faziam. Tenho amigos nerds bombados e que lutam MMA! Só eu continuo um nerd à moda antiga, magricelo, apático e solitário.

    Mas é a evolução natural das pessoas. O mundo evolui, e hoje temos toda sorte de pessoas, com hábitos misturados. É o mais provável. Não é porque aquele rapaz gosta de games ou computação que ele não vai curtir esportes, festas e tal. É a tendência que as tribos se misturem. A Vivi (e diversos outras pessoas dos comentários acima relacionados) são apenas um exemplo de ser humano avançado: multifacetado e plurivocacional.

    Off topic: Curti muito o Leia Também ao final dos posts. Ficou muito bacana. Antes, tinha nada nesse espaço, e aí vocês colocaram apenas o nome de outros posts ali, e agora resolveram colocar uma seção de recomendações de outros posts por assunto (viram como eu reparo nessas coisas?). Ficou muito legal. Parabéns.

    • Clarice dos Santos
      11/11/2011

      Que bom que gostou^^
      Estamos fazendo de tudo pra melhorar a visualização do blog para vocês! \o/

      • 11/11/2011

        Foi uma excelente ideia, para aumentar a circulação dos usuários dentro do blog. Fica melhor para conhecer posts relacionados àqueles que você está lendo e se aprofundar no assunto. Por exemplo, nessa seção, eu descobri os posts “Mais uma da série: Desocupados, mas adoráveis”, “Garota: escolha já seu nerd”, e “50 dicas para ser um ótimo gamer”, todos de 2009. Eu não conhecia o blog em 2009, e por isso jamais teria conhecido esses posts por outro modo. Assim, passarei ainda mais horas por dia aqui no blog. XD

    • Thiago (Spectrumframer)
      11/11/2011

      Muito legal a idéia das sugestões de outros artigos e do “treco” hahahaha! Re, se não tivesse a identificação, dava pra saber na hora que era vc q tinha escrito! Se jeitão é mto divertido :D

      “Prezo minha liberdade, acima de “fazer parte” de qualquer coisa :-)”
      POW, fiquei pensando nisso enqto minha ansiedade começa a me torturar e saquei uma coisa: é POR ISSO que sou tão noiado em Oblivion e Skyrim!!! Não sei qto a vocês, mas imersão e principalmente a liberdade que esses jogos proporcionam foram o que me prendeu!
      Resolvido.
      Outro tema que, só pelo que eu li da galera, levou a profundas reflexões. Parabéns, girls!

    • 11/11/2011

      Ah, sim, pô, legal. Esse “treco” que avisa quando responderam algum comentário meu também tinha na old version do blog, lá no Blogger, não tinha? Eu lembro que tinha algo parecido, e que ficava perto do botão de assinar o Feed do blog.

      É isso aí, meninas, continuem incrementando o blog!

  26. Juliano
    11/11/2011

    muito bom o texto, nem sei o que acrescentar, mas sou no mesmo estilo, mais gamer do que nerd, se ser nerd implica ser fã de star wars, jogar magic(joguei um pouco), olhar big bang theory(nunca vi),

    misturo muito, mais novo era viciado em nightwish(comprava camisas e moletons da banda), hoje em dia de lembrar dá nostalgia mas não vontade de ouvir, já passei pra outros estilos de música mais calmos por assim dizer

  27. Thays
    11/11/2011

    Tenho muitos amigos que curtem RPG, games, magic, Star Wars (hoje mesmo levei o maior papo com eles) e séries como ‘The Walking Dead’ xDD e antes eu fazia parte de uma equipe de vôlei. Acabei me aproximando dessas pessoas por causa do D&D (hoje eu sou a mestre da mesa) e do magic (Sim!! Aprendi a jogar essas cartinhas dos infernos!!)
    O bom disso tudo é que independente do que gostamos, somos amigos e é o que importa ^^
    AH, Vivi! Entendo o que diz sobre o “drama” do Star Wars/ Star Trek, não consigo entender quase nada delas O_o’ Só entendi (e olha lá) um pouquinho quando fui jogar o Force Unleashed.

    Ótimo post ! Parabéns Girls! he he he

  28. Fabiot
    11/11/2011

    Poxa, acho que também não tenho um rótulo específico.
    Gosto de quase todo tipo de música; filmes também, principalmente de terror; esportes, não curto todos, mas sou aficcionado por futebol: acompanho, assisto, jogo, vou a estádios, etc.
    Adoro fazer trilhas, pegar uma praia, dar um rolé de bike. Viajar então, nem se fala. Amo a natureza. Mas também adoro o mundo tecnológico, informática e afins.
    Em contrapartida, não curto muito “night” ou “balada”. Não gosto também de bebidas álcoólicas. Na verdade, até gosto de uma caipirinha, caipvodka, batida e tal, mas evito beber depois que virei crente(é verdade, crente mesmo! – hehehe) :) Ainda que goste de sair para restaurantes e até para bares com a rapaziada.
    A maioria dos meus amigos não é muito fã de crentes(mundo estranho, não?) mas, apesar disso, eles respeitam minha concepção religiosa e eu também respeito as escolhas alheias, embora às vezes eu ouça uma piadinha aqui ou ali :P
    Mas meu grande hobbie são os games, pena que no meu grupo de amigos eu sou o único “viciado”. O único que gosta tanto quanto eu é meu irmão, mas ele mora em Portugal. O bom é que jogo com ele através da PSN de vez enquando(Ah! A magia da internet!).

    Só fico triste por não ter aqueles amigos pra parar e ficar conversando horas sobre games, trocar experiências vividas nos jogos e jogar um bom jogo em co-op. Raramente jogo com eles e quando jogo, geralmente é jogo de fut ou corrida no máximo, os outros gêneros ficam esquecidos.

    Sorte de quem tem amigos gamers também :) Eu ainda não encontrei os meus. Hohoho !

  29. 11/11/2011

    Sim, concordo plenamente com o que disse
    Passei por algo parecido no colégio
    Andava com as “descoladas” da sala, jogava volei e na escola torturava os “nerds”, mas chegava em casa e jogava horas hooooras sozinha sem admitir a ninguem meus desejos profanos por games, musicas ecléticas e filmes nerdíticos hehe
    Só pq não tinha coragem ou autenticidade suficiente para eu mostrar quem era de fato para os outros. Creio q tb por medo de perder os amigos próximos, pura bobeira
    Com o tempo, comecei a relaxar, falar e ser aquilo que sentia quando sentia. Alguns dos amigos antigos se afastaram, outros menos abertos ficaram mais próximos e começamos a no fim sair para jogar juntos, fazer nerdices ou não, dependia do humor rs
    Então “descobri me descobrindo” melhor que conforme o dia, o momento, o humor, a época, prefiro um bom game, ou uma boa balada, ou um bom esporte
    O que importa é não se prender a rótulos ou aos gostos e conceitos de outros :)
    E é lindo descobrir isso! :D

    Excelente matéria Vivi
    Tomara que ajude a galera a se sentir mais e mais forte para assumir que em muitas horas gostam de coisas opostas haha

    • Vivi Werneck
      11/11/2011

      “Tomara que ajude a galera a se sentir mais e mais forte para assumir que em muitas horas gostam de coisas opostas”

      Espero que sim ^^

  30. 11/11/2011

    Ótimo artigo, camarada Smailin quem recomendou no facebook.

    Já pensei bastante no assunto também, e realmente, se auto-rotular é difícil. Por mais que a gente tente, não tem resposta certa, e isso não é uma coisa ruim. Se me perguntam qual a minha profissão, quais são meus hobbies ou qual meu gênero musical preferido, sempre demoro um pouco pra responder… E acabo respondendo várias coisas. Não tem jeito, rs.

    Quanto ao Magic, eu também não entedia lhufas do jogo de cartas… Até dar uma olhada naquele jogo que saiu pra PSN/XBLA/Steam, ficou muito bem explicado lá. Sério, vale a pena conferir. ;D

  31. 11/11/2011

    Esse seu posts me fez pensar sobre a minha vida, você tocou em um tema que eu adoro descutir com as pessoas. Porque diabos todo o mundo quer tanto se rotalar e querer ser aceito por um grupo de pessoas? É como se fosse tipo um cartão de identidade que você aprensenta as pessoas para elas lhe reconhecerem como por seu gosto ou maneira de vestir? Eu vejo isso muito em lolita sabe, e é massacrante o bullying que elas fazem com as meninas que fazem algo fora dos padrões da estética.
    Ainda bem que quando a area e quem curte música (exceto aqueles adolescentes revoltadinhos metaleiros, que por alguma frustação com o Restart acabaram indo para o lado negro da força aleluia gloria a Deus) é games a galera é bem mais mente aberta, e não liga tanto assim para rotulações e aparencias. Eu me acho gammer porque eu realmente perco muito tempo com esse hobby, mas até um tempo atrás eu me intularia metaleira, porém hoje em dia eu não me considero mais por não ouvir há um bom tempo.
    E mesmo deixando de ouvir direto, eu ainda gosto de metal. Outro exemplo de rotulação é com Góticos, tem gente que me acha gótica, porém eu não me visto como uma tal, nem sou ligada ou sigo na ideologia gótica (sim isso existe, e gótico é diferente de metaleiro como vocês já devem saber), porém gosto da éstetica. Mas mesmo só porque eu gosto eu sou gótica?
    Eu não gosto de pegar rotulos para definir e diferenciar uma pessoa. Eu vejo a personalidade dela para dizer quem é essa pessoa, não o que ela gosta. E também é por isso que eu digo que a sociedade de hoje em dia é muito superficial.
    (Aliás, meninas me perdoem por não estar acompanhando direito os posts do blog, estou voltando do hiatus do Enem agora, e estou olhando gradualmente os posts antigos de blogs para me informar do que eu perdi enquanto estava ausente D:)

  32. pablo
    11/11/2011

    você falou algo legal que realmente a maiora das pessoas deviam ter essa visão:não ficar “atrelado”,”ligado” a apenas uma coisa sair e mostrar do que você gosta sem medo de ser feliz.muitas pessoas tem como conceito que,por exemplo,se vc for popular(aquela galera da escola que conhece td mundo e é legal) vc não pode gostar ou se relacionar com outros tipos de pessoas pq não iria fazer parte do perfil.Por isso algumas pessoas fikam surpresa qnd alguem que er considerado “rotulado”,nerd por exemplo, gosta de fazer algo que não seria do perfil d um nerd como por exemplo malhar ou ser popular entre as garotas.

    Acho isso uma falta de maturidade.isso mesmo,alguem que acha que um nerd sempre sera um nerd e nd mais é pq não conhece o mundo e sua diversidade e prefere fikar ligado a esses conceitos futeis e fracos.

    ar parabens pela materia hehe

  33. Murilo
    11/11/2011

    O nerd é a pessoa que sacrifica tudo ou parte da sua vida social para atividades muito intelectuais (como estudar) ou “infantis” como videogame e filmes de ficção… o gamer é uma das categorias nerds, tem o geek que gosta de estudos, o que gosta de rpg, ou de séries, de jogos de cartas… Todo nerd tem pelo menos umas 2 ou 3 coisas que gosta a ponto de perder horas fazendo isso

    O que não significa que ele não possa gostar de esportes ou barzinho… Ja não é o meu caso, eu sou gamer fanático, ja fiquei mais de 22 horas logado no lineage 2 e me orgulho disso, vivo e respiro games xD

  34. Heitor
    11/11/2011

    “por causa de um livro” Como assim? É O livro! =P

    Brincadeiras à parte, eu e minha namorada chegamos a conclusão que ser nerd é conhecer muito sobre um assunto específico. RPG, Games, filmes, livros. No caso de filmes e livros pode até separar por franquias ou universos ou o que quiser chamar. Uma pessoa por exemplo que conhece muito de literatura é nerd, uma pessoa que conhece muito sobre futebol americano é nerd, e porque não, futebol tradicional mesmo, eu tenho um amigo que conhece MUITA coisa sobre futebol, é um nerd.

    E claro, não precisa ser exclusivo, a pessoa pode ‘ser nerd’ de vários assuntos.

    Eu sofria ‘bullying’ por terminar as provas antes do pessoal ‘cool’, ai sempre que me levantava pra entregar a prova era “nerd” pra cá, “nerd” pra lá. Não que isso me afetou de alguma forma, mas nesse caso o ser nerd seria ser … inteligente? o.O

    Se você pegar os filmes antigos ‘Nerds também amam’ a definição de nerd era alguém que não gostava de esporte, usava calça e camisa social (com uma caneta no bolso), óculos fundo de garrafa e cabelo lambido. Não tinha a menor aptidão para se socializar e conhecia muito de computador/eletrônica. O que hoje virou o termo ‘geek’ (quem nunca viu o ‘As gostosas e os geeks’? =P )

    Mas hoje em dia é difícil definir. Você tem muita cultura, que antes eram só dos nerds, inserida na sociedade. Filmes de ficção científicas são mais aceitos, existem os jogos casuais que mostrou que video-game não é só coisa de nerd, tecnologia acessível (notebooks, smartfones), vai dizer que não é coisa de ‘nerd’ andar com um no bolso com um aparelho que é um video-game, você acessa a internet e as vezes usa como telefone.

  35. Angelo
    11/11/2011

    Eu sou da época em que ser nerd era uma coisa que outros que me chamavam assim, e não me autointitulava…

  36. 11/11/2011

    […] ou não ser nerd? Descubra nesse texto excelente da Vivi Werneck do Girl of War sobre a importância (ou não) de rotular as […]

  37. EltonBM
    11/11/2011

    Hoje definir o que é a pessoa nerd é meio complicado: Nerd assistem Senhor dos Anéis, Homem de Ferro, Homem Aranha, Bátima? São pessoas que conversam através de computadores? Jogam Couter Strike, DOTA, GoW(ambos), KoF/SF, Super Mario? Leitores/as de fantasia, tipo H. Potter, Guia do Mochileiro, Crepúsculo, Dragões de Éter? Assistem Caverna do Dragão, Chaves, Dragon Ball? Usam tecnologia de ponta pra tudo, como “i’s” de todo tipo, notebook’s para todo lado Se for assim, nerd é a parta dominante da sociedade.
    Mas o tal orgulho pode ser uma coisa bem ruim-Hoje não passa de um meio de usurpar dinheiro de muita gente-artigos nerds, raridades nerds, produtos nerds.
    Por muito tempo, ser nerd era sempre buscar conhecer mais de várias outras coisas, que muitas pessoas não recebiam bem ou não entendiam bem. Para mim, ser “nerd” era ter prazer em buscar um pouco mais do que as outras pessoas costumavam buscar, e acho que ainda é.
    E ainda bem, pra ela e para os outros, que A Vivi conseguiu aprender a lição na hora certa, nem todos aprender a aceitar bem essas pessoas meio diferentes.

  38. Rodrigoliver
    12/11/2011

    Já escutei essas coisas, vc é nerd ou é esportista? Enfim, as pessoas às vezes querem “conhecer” vc em apenas uma palavra, mas todos sabem que ninguém é um vocábulo mas sim um livro inteiro. Em relação a metarmofose cultural sou parecido como a Vivi, mas meus ciclos são mais curtos, em geral 6 meses, e sempre giram em torno do ciclismo, games e anime/mangá.

  39. 12/11/2011

    Na escola eu era taxado de nerd só pq estudava + q a maioria, + eu só gostava de games, nunca assisti um episodio de Star Trek. Acho q me encaixo nessa mistura u_u

    Obs.: Adoro o Videogamecidio, faz tempo q não vejo um novo =/

    • Vivi Werneck
      13/11/2011

      guenta aí q já vem mais um videogamecídio! ^^

  40. jonathan
    12/11/2011

    realmente sempre achei esse negócio de tentar encaixar as pessoas em categorias um coisa completamente sem sentido do ser humano. mesmo antes de saber o que era nerd eu gostava de coisas nerds, e tem dezenas de coisas nerds que eu acho completamente toscas – sempre tem um para me chamar de nerd e outro pra dizer q eu não sou nerd – no final não me importo, estou me divertindo fazendo o que eu quero

  41. Tiago Gevaerd Farah
    12/11/2011

    Passei tantos anos da minha vida tentando encontrar o grupo onde eu me encaixava. Quando era mais novo, já zoei os gays, antes de descobrir que era um deles. Quando entrei na faculdade, aderi à turma dita “descolada” da sala, foi péssimo para meu desempenho nos estudos, tanto que queria fazer o primeiro ano todo de novo, só para mudar isso. Demorei mais um pouquinho para perceber que consigo me comunicar e me entender com vários grupos, sem exclusividade. A necessidade do ser humano de rotular é porque não consegue ver pessoas soltas, sem uma qualificação definida. Importa se somos nerds, esportistas,góticos ou outros rótulos? Acima de tudo, somos pessoas, que devem ser conhecidas e depois qualificadas, pelo que são, não apenas pelo que gostam.

    Obs: Também adoro o Videogamecídio.

    • Vivi Werneck
      14/11/2011

      Disse tudo filhote! \o/ E aguenta aí que o videogamecídio vem em breve. só preciso terminar uns freelas antes! ^^

  42. Marcus
    12/11/2011

    Gamer, Geek e viciado em animes quando começo um game novo ou a assistir um anime legal perco até a noção do tempo

  43. 15/11/2011

    Eu acho que sou um gamer mais esportivo, gosto de praticar esportes, mas não abandono meu querido Xbox 360. ˆˆ

  44. 16/11/2011

    Excelente texto, Vivi! Palavras mais verdadeiras jamais foram ditas! hehehehe
    Concordo plenamente, tanto com a parte de que todos tentamos nos encaixar em algum grupo e ser aceito (especialmente na aborrecência) quanto que não da para receber um rótulo e agir de acordo com a cartilha daquele grupo (quem faz isso tem muito o que aprender com a vida ainda!).
    A bastante tempo eu já passei a “me rotular” de forma múltipla, como rocker, metaleiro, nerd, gamer, etc, etc, etc, mas mesmo isso é uma forma muito limitada de descrever uma pessoa! Gosto de rock e metal, mas tb adoro jazz, blues, trilhas sonoras e até musica clássica de vez em quando! Sou nerd mas tb gosto de sair com os amigos e (isso mais recentemente =P) beber, gosto de esportes radicais e artes marciais (apesar de não estar praticando nenhum dos dois no momento) assim como gosto de ficar em casa e ver maratonas de filmes… Enfim, é como você disse, o importante é fazer o que agrada a gente e nos faz sentir bem, independente do que as pessoas esperam de você por conhecer algum “lado” seu!

  45. Heverson
    16/11/2011

    Muito bem explicado Vivi! É a pura verdade sobre a necessidade do homem se encaixar em algum grupo. Sou ainda um Adolescente em meio a um mundo diferente e vejo bem como as coisas são, os famosos “rótulos”. Eu mudo constantemente de gostos mas sempre deixo sempre coisas salva sobre eles. Alguns rótulos que posso destacar em mim são: Nerd, Gamer, Master, Man (Man pois sou um pouco mais maduro que meus amigos), curto artes marciais como o Kendo, Kenjutsu, (ainda não as pratico) ao contrário de muitos nerds que vi que curtem Star Wars eu prefiro histórias com Samurais. Esses meus gosto podem me fazer até ser classificado como “doido” onde vivo, mais o importante é viver feliz. E ser o melhor para ser notado.

  46. Bruno Cesar
    17/11/2011

    Sofri muito na escola, com esse negocio de grupinho disso e daquilo.
    A minha vida toda na escola ate o segundo grau, fui um esportista, mas em casa era um gamer e nerd.
    Mas hoje vejo que esconder quem eu era de verdade, só me atrapalhou.
    Gosto de tudo um pouco, mas existe rotulo ainda, na faculdade me chamam de nerd. rsrs

  47. Joanilson
    21/11/2011

    Eu já sofro um pouco por ser demais quem realmente sou em casa ou fora dela.Não há nada que eu goste mais de fazer do que ficar em casa assistindo à um bom filme,curtindo um bom game,ouvindo música ou simplesmente descansando.Não sou adepto de grupo algum e raramente consigo me enturmar.Não vou à bares e nem curto alcool.No máximo vou à algum show que me interessa com minha namorada e só.Lógico,trabalho,já terminei minha faculdade,sou devagar para casamento e nem quero ter filhos e muita gente me zoa por tudo isso aí.Me sinto deslocado às vezes,muitas vezes,mas meu eu grita para que eu continue sendo a pessoa que sou.

  48. Profeta
    16/01/2012

    Na verdade, isso existe ainda até hoje, e vejo com pessoas mais velhas, a internet possibilitou isso, uma nova guerra por fazer parte de alguma matilha, criando grupos, pagando pau para algumas pessoas, não sou anti-social, na verdade, pessoalmente sempre me dei bem em conhecer as pessoas, mas virtualmente eu prefiro em muitos casos me manter afastado, porque eu não suporto ver alguns dessa geração psone se acharem fodões atras de um monitor, ou ateus, religiosos, vegans etc…
    Sou feliz com meus gostos, no meu cel tem rock, tem vanerão, tem dance, to C%$#@*& e andando para o que vão me julgar, por mais que a gente fique triste quando somos deixados a deriva por não bajular certas situações, devemos nos sentir felizes pro mantermos nossa ideia.

  49. 20/01/2012

    Pois é.. esse lance de rótulo é criação de alguém com TOC que queria organizar as pessoas na sociedade com etiquetinhas, rs.
    Agora, falando sério, concordo com seu artigo. Tb sou assim eclética. Curto rpg, games, esportes, seriados, filmes, livros, música de todo gênero (falo música, não barulho tipo funk), entre outras coisas. Só não entendi seu comentário ao final que dizia “optei por abrir meus horizontes (no bom sentido)”. O que seria abrir os horizontes no mal sentido? rs

  50. 29/03/2012

    Que texto lindo, menina!

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