Review: The Witcher 3 – Wild Hunt

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The Witcher 3 – Wild Hunt é mais uma obra de arte da desenvolvedora polonesa CD Projekt Red, responsável por nos levar a explorar as terras hostis dos Reinos do Norte e arredores em companhia do mal humorado, porém adorável caçador de monstros Geralt de Rivia, Geraldo para os íntimos.

Quem acompanhou a série desde seu início certamente notou a evolução clara entre os títulos tanto de visual e, especialmente, de gameplay. O primeiro game, por exemplo, era bem travado e pouco intuitivo. TW3 veio para coroar o fim da jornada do bruxo Geralt (ao menos, segundo a CD Projekt) com uma narrativa bem amarrada, o retorno de personagens de antigos jogos, como as bruxas Yennefer e Triss – que inclusive já tiveram um rolo amoroso com o bruxão, Vasemir – witcher líder da Escola do Lobo e, agora, a hiperativa Ciri, que acabou se tornando a filha adotiva de Geralt.

Um pouco do que está acontecendo no mundo

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Dá um beijinho de língua, dá???

Toda a trama de Wild Hunt gira em torno da busca de Geralt por Ciri que, por razões que só você jogando saberá, virou alvo da Caçada Selvagem, uma espécie de exército obscuro underground (e com visual gótico depressivo) que leva caos e morte por onde passa. Não vou dar muitos detalhes sobre quem eles são realmente para evitar spoilers. No entanto, posso adiantar que a presença da Caçada Selvagem (que ninguém sabe como e de onde eles aparecem) gerou um surto de histeria coletiva num reino já dividido por inúmeras gerras civis para descobrir quem será o novo rei, que está sem um soberano desde o final dos acontecimentos de The Witcher 2. Este é, então, o pano de fundo de TW3 e sua missão principal é encontrar Ciri, antes da Caçada Selvagem.

Há muito, muuuito o que se fazer

Como em todo RPG de mundo aberto que se preze, você terá muito mais o que fazer do que simplesmente a missão principal. Inclusive, me dou a liberdade de dizer que é uma heresia não explorar o mundo do jogo e você será queimado na fogueira do Fogo Eterno se não o fizer! Ah, importante dizer que as suas ações ao longo da campanha podem gerar consequências boas ou ruins com o passar do tempo, dependendo da sua escolha. Inclusive, você terá um papel importante sobre o destino dos Reinos do Norte (assim como no final do jogo) dependendo de como se “comportar”.

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Mas essas missões paralelas são de longe um fardo na sua vida. É possível descobrir tesouros, forjar suas próprias armaduras, forjar armaduras de bruxo (que podem ser melhoradas ao longo do tempo), participar de corrida de cavalos, disputar partidas de Gwent (o jogo de cartas do game, tipo um Magic), ser o campeão de uma espécie de clube da luta, resolver contratos de bruxo (afinal, vamos trabalhar um pouco também né?), libertar vilas em poder de bandidos e ver a população local retornar (e te agradecer por isso), iniciar um romance, ir para um bordel dar uma “rapidinha” e por aí vai. Se eu esqueci algo me avisem por favor. É muita coisa.

A propósito, o jogo não acaba depois que você fecha a missão principal. É possível continuar explorando o mundo e tocar o terror por aí (caso tenha esse perfil). É importante dizer que não é preciso ser, necessariamente, bonzinho em tudo. Aí vai da sua consciência.

Inventário organizado = jogador feliz

Quem jogou o primeiro The Witcher deve se lembrar como era apocalíptico achar um pedacinho de pão mofado que fosse no inventário de forma rápida. Nem mesmo os atalhos ajudavam muito. Em TW3, antes dos patches lançados (enormes, diga-se de passagem) já dava para notar claramente a divisão dos itens por abas separando, assim, equipamentos de livros, itens usáveis, livros, itens de missões e tranqueiras diversas.

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Distribuir seus pontos de experiência ficou mais fácil também, mas ainda não é bem o ideal e pode confundir um pouco no início. É recomendado deixar ativo o tutorial do jogo, pois ele vai dar uma dicas legais sobre o que fazer com tantas opções de customização.

Após os patches, além das correções de alguns bugs meio bizarros (meu cavalo já ficou preso na minha cabeça uma vez), a CD Projekt atendeu aos pedidos dos jogadores e colocou alguns baús em pontos estratégicos do mapa. Agora, por exemplo, é possível guardar no bauzinho as centenas de troféus que você ganha ao matar monstros, além de armaduras e armas que você – por carinho ou materialismo obsessivo mesmo (tipo eu) – não quer se desfazer, dentre outras coisas. Isso é um alívio para quem precisa pegar um item, mas não tem mais espaço sequer para um alfinete que seja no inventário.

Visual e trilha sonora épicas

Visualmente falando, TW3 abusa de todo processamento gráfico da atual geração de consoles e da sua placa de vídeo, caso jogue em um PC. O detalhamento dos personagens, a textura de construções, o realismo de rios e lagos, as tempestades, os raios de Sol entre as folhas e o ar sombrio do luar em meio ao pântano são exemplos de quão bem feito foi o trabalho da desenvolvedora em fisgar o jogador e imergi-lo no game.

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Some a isso uma trilha sonora incrível e, inclusive, você pode ouvi-la onde quiser – já que o jogo disponibilizou o CD com as músicas na versão física. Se só tiver a versão digital, não tem problemas. É possível escutar as trilhas por serviços de streaming, como o Spotify.

DLCs gratuitos e a primeira expansão Hearts of Stone

A CD Projekt prometeu que não iria cobrar um centavo por nenhum DLC que fosse lançar para o game e realmente cumpriu a promessa. Todos os conteúdos extras lançados até agora (com exceção da expansão) foram gratuitos. Ponto para a desenvolvedora que constatou que não faz sentido cobrar por algo que não modifica profundamente o gameplay e, muitas vezes, é apenas um item cosmético (novas skins, cortes de cabelo novos, etc).

A primeira expansão, que acrescenta em torno de 10 horas a mais de jogo, saiu no último mês de outubro e vale cada Oren investido. Ouso dizer que a história de Hearts of Stone me envolveu mais do que a da missão principal do título.

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As reviravoltas e, principalmente, o vilão são muito bem construídos. O mapa ainda é o mesmo, mas nota-se um aumento considerável na dificuldade dos inimigos em alguns pontos, além da inclusão de outros animais selvagens (os javalis são tensos e super atléticos) e monstros, chefões que precisarão de estratégia para derrotar, e um novo artesão: agora será possível encantar algumas armas e armaduras. Lembra daquele monte de runas aparentemente inúteis que você encontrou por aí? Guarde-as, você vai precisar.

Novas missões secundárias também estarão disponíveis e a possibilidade de um novo romance também. E aí é o de sempre: explorar muito, pois novos tesouros o aguardam.

Veredito

The Witcher 3 – Wild Hunt fez por merecer todos os prêmios que ganhou desde seu lançamento, sendo coroado como jogo do ano, no último dia 4 de dezembro, durante a premiação Video Game Awards, além do título de melhor RPG. Personagens envolventes, uma nova descoberta a cada esquina, desafios, visual e músicas que incentivam a imersão e, é claro, ele… O único… O arrasa corações… Geraldo! Não se apaixonar por esse bruxo rabujento, e que odeia teletransporte, é mais difícil do que convencer a Yennefer e a Triss a serem super amigas (quem jogar vai entender). Por isso, meu último conselho é: jogue The Witcher 3. Será uma das melhores experiências da sua vida gamer. O jogo está disponível para PC, PS4 e Xbox One.

Geraldo é luz… É raio, estrela e luar…

 

Vivi Werneck
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13 Comentários em "Review: The Witcher 3 – Wild Hunt"
  1. Darth Gama
    06/12/2015

    Excepcional análise de um excepcional jogo. Já finalizei uma vez, estou rejogando a missão principal pra fazer outro final, mas fica difícil se separar dessa aventura que, mais do que merecidamente, é o GOTY 2015. Só estou na dúvida se compro logo a expansão ou espero o lançamento da próxima, pois provavelmente lançarão um pacote contendo as duas por um preço mais em conta…

    • Vivi Werneck
      06/12/2015

      Obrigada! E sobre comprar a expansão… Bem… Eu comprei o Season Pass logo de cara. Mas o que você diz faz sentido. É possível que saia uma edição com todos os extras mais pra frente.

  2. Roberto Caligari
    07/12/2015

    Review lindão *___*

  3. 07/12/2015

    Não vou ler agora pq ainda não joguei até o fim, e tb pq quero escrever uma análise em meu blog. Mas o jogo é muito bom mesmo. Só não curti muito o combate. O design de ambientes é fantástico. Assim que terminar o Fallout 4 vou voltar pra ele.

    • Vivi Werneck
      07/12/2015

      O review não tem spoilers. Fique tranquilo.:)

  4. Érick Enan
    10/12/2015

    Finalmente saiu \o/

    Bonde do Bruxão 3 da massa sem freio :v

    parabéns pelo review :3

  5. Alessandro Messias
    10/12/2015

    Graaaande Vivi, texto muito bom como sempre. To jogando essa maravilha chamada The Witcher, não me canso de admirar os gráficos os detalhes nos personagens e realmente não tem como não criar afinidade com o nosso querido Geraldo.

  6. Robson
    19/12/2015

    Ótimo análise de um ótimo jogo!
    Gostaria de deixar aqui minha experiência com o Bruxão,

    Comecei com o segundo game na época que lançou e terminei na mesma época, depois tentei o primeiro mas não consegui continuar jogando… antes de lançar o terceiro procurei os livros e tipo…nossa de outro mundo.
    Esse Andrzej é de mais, o cara escreve muito e se o Tolkien estivesse vivo tirava o chapéu…recomendadíssimo os livros que li até agora(os quatro primeiros)!
    Sobre o Witcher 3 comprei sobre pré-venda e não me arrependo, ótimo jogo por mais que eu fique com pena de terminá-lo(é ainda não terminei) falta de tempo também. Sei que depois de terminá-lo vou correr para expansão.

    Gostei do review e feliz de saber que também gostou do jogo, por mais que parece estranho ainda encontro gente dizendo que não gostou…vai entender.

  7. Hélio
    28/12/2015

    Bela análise, Vivi. Tô passando só pra dar um oi e prestigiar o ótimo trabalho de vcs como sempre. ^^

  8. Walber nunes
    01/02/2016

    Manhã de sol meu iaia meu ioiô. Kkkkkkk muito bom.

  9. 11/04/2016

    O que eu gostei bastante desse jogo é que as side quests são bem completas, então elas não se tornam massantes de fazer igual alguns outros jogos modernos.

  10. marcio Valentim
    17/02/2017

    Realmente uma obra prima

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