[Review] Child of Light: a menina iluminada

Tags: análise, Child of Light, JRPG, review, RPG, Ubi Art, Ubisoft

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Acredito que já disse por aqui, algumas vezes, que não sou lá uma fã muito assídua de RPGs japoneses. Antes que amantes do estilo me joguem pedras de repúdio, não estou dizendo que é um estilo ruim de RPG, apenas não gosto.

No entanto, quando batalhas em turnos (uma das características dos JRPGs) possuem um design menos maçante e mais dinâmico, aliado a todo um estilo de jogo que mescla um pouco de exploração e plataforma, o resultado é a jogabilidade bem adaptável de Child of Light, da Ubisoft. No entanto, admito sem culpa que – já para o final do jogo – pulei vários bichinhos inimigos porque já não estava mais com saco de fazer as mesmas coisas em quase todas as batalhas (e também porque eu queria ver logo como acabava, rs).

child-of-light-girlsofwar-1A Criança da Luz conta a história da pequena Aurora, uma princesinha ruiva de cabelos esvoaçantes, que foi presa numa espécie de mundo fantasioso dos sonhos e precisa tentar escapar de lá para salvar seu pai, que caiu doente imaginando que ela tenha morrido. Não sei se contar o porquê dela estar presa nesse mundo é spoiler então, na dúvida, vou omitir essa parte. O que posso dizer é que esse mundo fantasioso é habitado tanto por criaturas sombrias – controladas pela “Rainha da Noite” (que não tinha o que fazer e resolveu roubar o Sol), quanto habitado por seres que tentam resistir a esse mal. E é assim que Aurorinha consegue aliados para lutar com ela.

Ah, é importante lembrar que o primeiro grande aliado da princesinha é uma espécie de gotinha fada azul cintilante voadora, chamada “Igniculus”. O personagem, cujo “golpe” é irradiar luz, é indispensável para que Aurora destrave algumas passagens, abra alguns baús e atrase o ataque dos inimigos nas batalhas. Se estiver jogando sozinho, você terá que controlar tanto Aurora quanto a gotinha brilhante. Caso haja um segundo jogador, este poderá controlar o bichinho da luz para você.

Child of Light conta também com um belíssimo trabalho de arte. O jogo é lindo de se ver e te dá a sensação de estar interagindo com aqueles livros de fábulas infantis, só que pintados à mão. Isso aliado à também bela melodia, que embala a jornada de Aurora, compõem uma excelente experiência para aqueles que curtem um estilo “game arte” de ser.

Para comentar mais sobre o jogo, eu convidei a Rebeca para gravar um depoimento sobre o que ela achou da experiência e explicar melhor o sistema das batalhas (até porque ela tem mais experiência nesse tipo de gameplay do que eu). Acredito que vocês também irão curtir já que, ao contrário de mim, ela é uma grande fã de JRPG. Será um contraponto interessante.

– Para escutar a opinião da Bebs é só clicar no player abaixo:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Child of Light está disponível, apenas digitalmente, para Playstation 3, Xbox 360, Playstation 4, Xbox One, Wii U e PC (via Steam).

Must play! o/

Vivi Werneck
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5 Comentários em "[Review] Child of Light: a menina iluminada"
  1. Isutomu
    02/06/2014

    Concordo 100% com o que as duas falaram(especialmente a Bebs, também sou fã de jrpgs). O jogo realmente cumpre seu propósito de encantar os jogadores com um cenário de encher os olhos e uma fantástica trilha sonora, bem melancólica mas encantadora. Definitivamente must play!

  2. 02/06/2014

    Eu sou suspeito pra falar porque eu adoro games com gráficos que são parecidos com desenhos, e adoro a UbiArt Framework (estou ansioso para o lançamento de Valiant Hearts). Sobre Child of Light, achei legal a temática de Contos de Fada, e se eu fosse usar uma palavra para descrevê-lo, seria “agradável”. Tudo no game é leve: a música, o design, movimentos dos personagens, e até a história. Sim, eu achei que neste caso houve simplicidade também, mas não acredito que a intensão deles era dar profundidade. Até porque a temática é mostrar leveza. Sobre as batalhas, fiz o mesmo que a Vivi.

    O game em geral é bom, mas faltou alguma coisa que me marcasse, mas vendo o resultado como um todo, achei ótimo. Talvez o ponto mais marcante tenha sido a movimentação da personagem, com seus cabelos esvoaçantes, que combinou perfeitamente com o belo conjunto aquarela que eles resolveram utilizar para os tons e cores, resultando ainda mais a sensação de leveza.

  3. Hélio
    04/06/2014

    Não o joguei ainda pq não tenho PS4. Mas fico muito feliz de ver a vivi experimentando uns games desse estilo. O jogo tem uma belíssima arte pelo visto. Aliás, se gosta de RPGs com esse feeling de conto de fadas, um outro q recomendo vivamente é o FF9, é muito, muito bonito mesmo. ^^

    • andre
      31/10/2014

      e nem precisa ter o game saiu pra diversas plataformas

  4. 05/06/2014

    eu adoro jogos com gráficos assim

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