Profissões Gamers: Marketing Analyst

Tags: analista de marketing, jynx playware, profissões gamers

Cecília Hunka, como outros que já passaram nesta coluna, mostra que você não precisa estudar algo especificamente ligado a games para trabalhar com eles. Parece óbvio, pois todo mundo sabe que em qualquer empresa são necessários profissionais de diversas áreas… Mas muitas vezes esquecemos disso e focamos só nos game designers, né?

Nossa entrevistada trabalha na Jynx Playware (não disse que eu ia explorar o máximo possível de funcionários da Jynx? rs) como Analista de Marketing. Esta profissão é geralmente ligada ao curso de Administração, mas pode ser exercida por quem tem outras formações (como é o caso da Cecília). Vamos conferir o depoimento?

 

– O que te levou a seguir essa carreira? Sempre quis aliar trabalho e games, ou isso aconteceu por acaso?

Aconteceu totalmente por acaso. Apesar de eu já gostar de games, realmente desconhecia o mercado de games pernambucano. Já havia ouvido falar da Jynx como creio que todo mundo em alguma instância por aqui (a cidade minúscula de Recife) já ouviu falar, mas nunca imaginei que acabaria trabalhando aqui.

Eu comecei a seguir o Twitter da Jynx por causa de um projeto que chama Toca Pernambuco, uma Guitar Hero de músicas regionais que fizemos para a Fundarpe. Achei fantástico o projeto e comecei a seguir o perfil da Jynx. Um belo dia vi o anúncio da vaga na minha timeline e me inscrevi. E por aí foi!

– Qual caminho precisou trilhar, acadêmica e profissionalmente, para chegar onde está?

Eu sou formada em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela UFPE, fiz iniciação científica durante a faculdade e estagiei em uma agência de publicidade.

Na verdade acho que tudo isso colaborou para eu chegar aonde estou. Minha experiência em agência me ajudou a entender o modelo de negócio da Jynx, já que a maior parte do nosso trabalho é com agências de publicidade produzindo advergames, aplicações interativas, jogos sociais e etc. O meu trabalho com pesquisa e o domínio das ferramentas de marketing são de fato importantes para que eu consiga desempenhar meu trabalho.

Mas acho que o mais importante de tudo isso é o interesse por tecnologia e ter um mínimo de intimidade com o assunto. É difícil trabalhar em uma empresa de TIC se você não tem um mínimo de interesse em tecnologia. E olhe que desde que eu entrei aqui eu já aprendi de tudo, desde algumas coisas de CSS e HTML até o meu novo objetivo SQL, para poder visualizar alguns dados direto do banco sem encher a paciência dos meninos de programação :D Então eu tenho 1 dica para dar: sempre esteja aberto para aprender coisas novas.

– Como é a profissão? E o mercado na sua área?

Bem, acho melhor falar um pouco sobre o meu trabalho aqui na Jynx. Ao mesmo tempo que eu executo as atividades de marketing que são corriqueiras para qualquer profissional da área, como lidar com assessoria de imprensa e cuidar da parte de redes sociais da empresa por exemplo, eu sou também responsável pelos eventuais planos de comunicação e branding, que em termos simples seria o gerenciamento da marca.

Uma das coisas que eu acho mais legais aqui na Jynx, é essa possibilidade constante de aprendermos coisas novas e a abertura que os nossos líderes nos dão para tentar realizar tarefas que nunca fizemos antes. Camila por exemplo, que também deu entrevista para o Girls of War, veio da área administrativa e hoje trabalha com gerenciamento de projeto.

No meu caso a mesma coisa, apesar de eu não haver mudado de área, sempre sinto como se eu pudesse contribuir de formas diferentes para o crescimento da empresa, e aqui eu tenho liberdade para de fato tentar contribuir. É um processo de crescimento muito importante para mim. Eu sempre me interessei por pesquisa e métricas, e hoje eu trabalho diretamente com isso, trazendo “inteligência” através da captura de dados dos projetos que geram relatórios importantes que não só são utilizados para dar feedback aos clientes como nos ajudam no desenvolvimento de novos projetos. Também sempre gostei muito dessa área audiovisual, e sempre que possível eu tenho a possibilidade de explorar isso e fazer vídeos experimentais para compor o portfólio de projetos da empresa e etc.

Enfim, não quero puxar a sardinha pro lado da Jynx, apenas queria ressaltar a minha experiência de trabalho. ;D

– Passou dificuldades ou teve alguma vantagem por ser mulher num meio ainda, em sua maioria, masculino?

Não creio que tenha tido dificuldades nesse sentido. Inclusive aqui na Jynx temos muitas meninas!

Acho que a dificuldade é muito mais em relação a gerações. Ninguém entende o que significa trabalhar com jogos. Acho que é um conceito muito abstrato para a grande maioria dos “adultos”. Creio que seja um pouco difícil para nossos pais por exemplo, entender exatamente com o que trabalhamos. Hoje em dia minha mãe já vê notícias sobre empresas de jogos e fala sobre reportagens relacionadas ao assunto comigo. Acho isso massa! :D
(Massa = Legal no dialeto pernambucanês.)

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Um dia, quando eu visitar Recife, faço questão de conhecer a empresa, viu seus lindos? ♥

– Clique aqui para acessar o site da Jynx Playware

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PS: A imagem de Resonance of Fate que abre o post é apenas para enfeitar.

Bebs
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20 Comentários em "Profissões Gamers: Marketing Analyst"
  1. Hélio
    30/11/2011

    Ela me deu a impressão de ter caído um pouco de pára-quedas na Jinx. Tipo, nem era tanto a intenção, mas aconteceu e ela está feliz.
    Mas foi bom pq ela conseguiu aplicar o seu curso numa área q ela tbm curte. ^^
    Agora, realmente entendi com perfeição essa história de pessoas de gerações anteriores não entenderem com o q um profissional de jogos trabalha. É o retrato da minha família! rsrs
    P.S.: Massa é uma gíria q tbm existe com o mesmo significado no estado do Rio. Eu achva q no Brasil inteiro sabiam dela. rs

    • Jhun
      30/11/2011

      “P.S.: Massa é uma gíria q tbm existe com o mesmo significado no estado do Rio. Eu achava q no Brasil inteiro sabiam dela. rs”

      Putz cara, isso deveria ser muito usado aqui na década de 80, ou então por pessoas mais velhas. Não me lembro de ter visto ninguém usando isso em meus 27 anos de carioca. rsrsrsrs

      Se bem que minha prima adora falar “bacana”. kkkkkkkkkkkkkkk

      De qualquer forma, tb achei que todos soubessem o significado. :D

      Acho que as principais gírias do RJ são “cara” e “iaí”. kkkkkkkkkkk
      Vc não pode ser do RJ se não falar isso. :D

      • Hélio
        30/11/2011

        rsrs Deve ser pq eu não moro na cidade do Rio de Janeiro, então às vezes essa gíria é mais falada na minha cidade mesmo xD

        • Cecília Hunka
          30/11/2011

          Fiquei com medo de usar uma palavra e ninguém entender =x Mas bom saber que massa é usado :D

        • Fabiot
          30/11/2011

          Poxa, eu sou carioca também e não vejo ninguém dos meus ciclos sociais falando “massa”, embora eu conheça a gíria, por conhecer alguns mineiros, sulistas, capixabas e até paulistas.
          As gírias para destacar coisas legais na cidade do Rio usadas com maior frequência são “maneiro”, “show”, “foda” e até “irado”(ainda que ultrapassada).

          • Shaka
            30/11/2011

            Eu nunca ouvi ninguém falar “massa” em SP rsrs, eu conheço essa gíria por jogar as vezes com o povo de outros estados. A galera de Minas Gerais falava bastante.

    • The Punisher
      02/12/2011

      Aqui se vê/ouve todo quanto é tipo de gírias/frases e assim vai, pois tem gente de todo lugar do Brasil, não é verdade Bebs?

  2. Thiago (Spectrumframer)
    30/11/2011

    Legal conhecer mais sobre as diversas profissões dentro da área, Re.
    Afinal, é como vc falou, a gente sempre se concentra em designer.
    Tipo quem estuda comunicação e a primeira coisa que vem na cabeça qdo pensa em agência de publicidade, é na criação.
    Eu também sou formado em comunicação(PP) e gostaria de perguntar pra Cecília como ela avalia o interesse das empresas de jogos em relação a candidatos com esse perfil. Quero dizer.. é viável tentar entrar em outras áreas para atuar dentro dessas empresas? existem boas oportunidades? ou o seu foi um caso isolado, algo raro de acontecer?
    Obrigado e mto sucesso pra vc e pras girls :-)

    • Cecília Hunka
      30/11/2011

      Não acho que seja um caso isolado não, mas não tem como negar que a demanda ainda é pequena.

      Mas eu acredito que com o crescimento do mercado de games nacional, vão ser cada vez mais necessários profissionais de publicidade dentro de empresas de jogos, até como o Fabiot mencionou nos comentários anteriores :D

  3. Camila Carvalho
    30/11/2011

    Concordo totalmente quanto ao problemas das gerações. Meus pais até hoje não entendem muito bem com que eu trabalho!

    Ótima entrevista Ceci!
    E Bebs, venha mesmo visitar a Jynx viu?!

  4. Fabiot
    30/11/2011

    Duas áreas muito importante pro mercado de games: marketing e jornalismo.
    O Brasil precisa evoluir muito no mercado de games, mas não por conta das desenvolvedoras nacionais que já estão fazendo sua parte, mas o governo não enxerga a importancia dos games, que hoje supera o mercado cinematográfico em diversos aspectos, principalmente econômico.
    No meu ponto de vista, o meio mais importante para o crescimento no mercado nacional é a divulgação. É aí que entram os publicitários e jornalistas. Quem sabe se com esse trabalho o governo amadureça e comece a investir assiduamente no setor e o Brasil também se torne uma potência nos games.

    Eu acredito que daqui uns 2 anos, o mercado de games no Brasil vai estar frenético. Então não ficaremos atados somente aos jogos softcore e mediumcore, mas entreremos no mercado hardcore com força.

    Parabéns pelo trabalho, meninas. É disso que precisamos!

    • CPR
      30/11/2011

      Cara, o governo do nosso querido e amado País considera videogame “jogo de azar”. Sinceramente, acho q a indústria de jogos no Brasil tem potencial pra deslanchar mas seria interessante q o governo mantivesse uma saudável distância disso. Se muito, deveriam baixar as taxas, um subsídiozinho ali outro acolá e talz até como forma de desestimular a pirataria. Ou talvez pensar na criação de centros q ajudem viciados em videogame a largar o vício. Não confundam gente q só joga por hobby com viciados. Os viciados mesmo são aqueles caras que passam horas a fio jogando na frente do pc ou do videogame e não sai nem pra fazer necessidades fisiológicas básicas (como dormir ou tomar banho). Acreditem, tá cheio de gente assim no Brasil (e no mundo). Creio q o governo possa tomar uma atitude antes q isso se torne um problema sério de saúde pública o q, por enquanto, não é um problema realmente sério mas, nunca se sabe.

      No mais, parabéns pela entrevista.

      • Fabiot
        30/11/2011

        O governo categoriza games como “jogos de azar” provavelmente por esses fatos que você decorreu. Jogos são viciantes e é uma indústria que envolve muito dinheiro.
        Em um país onde bebida e cigarro são drogas liberadas isso chega até ser engraçado. Tudo bem que hoje em dia não existem mais propagandas em mídias de comunicação acerca do cigarro(o que pra mim já é uma melhoria considerável). Mas são tantas coisas que afetam a saúde pública, que acho que “jogos” é o menor dos problemas.
        Acredito que essas particularidades devem provir da educação dos pais e não do governo. É muito fácil falar que a culpa é do governo e tirar a responsabilidade da educação dos pais. Podemos citar como exemplo a área estudantil(principalmente pública). Muitos jogam a responsabilidade de educação – criação – para os professores, sendo que os mesmos não podem tomar nenhuma atitude contra crianças mal-educadas que cabe até processo por conta dos pais.
        Mas usar esse critério para avaliar jogos eletrônicos como jogos de azer pra mim é hipocrisia/mercenarismo. Muitos jogos chegam a ser taxados de forma tão absurda, que são arrecadados mais de 100% do valor do produto só em impostos.
        Agora, sobre subsídios, até existem. Vez enquando saem editais dos governos para licitação de produção de jogos, geralmente na área educacional. Mas cadê que isso é divulgado ? Quando muito, existe 1 ou 2 concorrentes de tais licitações. Isso quando o processo licitatório não é cancelado por falta de concorrentes(gostaria muito de saber pra onde vai esse dinheiro quando isso ocorre). Os valores pagos são até razoáveis para produção independente, dependendo do projeto.

        • CPR
          01/12/2011

          Na verdade, acredito q os jogos são taxados no Brasil como “jogos de azar” por pura e simplesmente estupidez do sistema tributário brasileiro. Tem vários produtos q são sobretaxados no Brasil, compare o preço do Honda Civic brasileiro com o europeu e o mexicano pra vc ter uma idéia de como esse caro custa caro por aqui. E a situação nem está tão ruim assim se comparado com 4,5 anos atrás. O preço dos jogos está mais acessível acho q isso se deve a queda do dólar e outros fatores. Abraços.

  5. Bayou Billy
    30/11/2011

    No Brasil isso ? legal vou mandar meu portfólio pra lá qq dia =]

  6. Juliano
    30/11/2011

    a gente aqui do sul usa no diálogo massa pra falar de coisas legais, boas também. Muitas vezes tri massa

  7. The Punisher
    02/12/2011

    Mas então…muito boa/massa/legal/bacana/tri legal/arretada/sumpimpa…rs (supimpa é ótimo) como sempre Bebs os depoimentos/entrevistas do pessoal da área!

    • The Punisher
      02/12/2011

      Esqueci de dizer.
      Legal Bebs ter usado a imagem do Resonance of Fate!

  8. Ana
    06/12/2011

    Acho super bacana essa iniciativa sua de apresentar profissões gamers, pois tem vários leitores que se interessam a conhecer mais a respeito de tais trabalhos. A propósito eu mandei uma sugestão por e-mail de um profissional gamer, você recebeu Rebeca? =)
    Muito legal o post!
    Beijos =*

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