Mercado de games de celular no Brasil

Tags: Apple, ds, Gameloft, Iphone, Jogos celular, Microsoft Xbox LIVE, Mobile Game, wiiware



Por Bruna Torres

O mercado de jogos para celulares aqui no Brasil ainda não é tão promissor quanto os outros, como o de PC e o de consoles de mesa. Apesar de ser mais desenvolvido no Japão e na Coréia, na América Latina a penetração ainda é menor, mesmo tento um potencial enorme. Isto é o que disse Jorgelina Peciña, gerente de comunicação e marketing para América Latina da Gameloft, em entrevista às Girls of War. Para se ter uma ideia, aqui no Brasil, os jogos de celular são preferidos em sua maioria por homens, de 15 a 35 anos. Nos EUA são as garotas que fazem mais downloads de jogos do que os homens.

De acordo com Jorgelina, o mercado da América Latina é muito dinâmico para a Gameloft. “Nesta região, e especialmente no Brasil, nosso desafio é aumentar e difundir, em parceria com as operadoras e fabricantes de aparelhos móveis, o uso de jogos para celular. Muitas pessoas não sabem que existem jogos móveis para todos os gostos e muitas nem sabem como fazer o download do jogo no celular”, revela ela.

Para aumentar os consumidores deste ramo dos games, a Gameloft busca atrair consumidores, ao mostrar como é fácil jogar em um aparelho móvel. Um detalhe interessante ressaltado pela gerente é de que o Brasil tem tudo para estar entre os mercados mais promissores, porque tem uma base grande de aparelhos vendidos. “Só precisamos criar essa cultura e ainda oferecer o conteúdo certo com preço acessível aos usuários”, sustenta Peciña.

Mas apesar dos pesares, o mercado brasileiro segue em processo de evolução, e para a Gameloft, tende a ganhar novos adeptos. Isto porque os novos telefones oferecem mais capacidade para os usuários de jogos de celular, com telas de qualidade superior e uma maior capacidade de armazenar downloads. “O impacto é altamente positivo e nos encoraja a desenvolver mais jogos de qualidade superior para satisfazer a demanda do mercado. Por outro lado, o mercado nacional realmente possui uma base de celulares que não comportam tal qualidade”, diz a gerente da Gameloft.

O que mais interessa neste setor de jogos, para a Gameloft, é o dinamismo, o constante desenvolvimento de novas técnicas, animações etc. Além disso, ela destaca que” novos celulares e smartphones, especialmente, nos dão a oportunidade de fazer melhores jogos e isso é um desafio para nós”.

Para o final deste ano e 2011, Jorgelina Peciña espera que os jogos via celular tenham cada vez mais um custo acessível a todos, e que os valores para o tráfego de dados sejam reduzidos para que os games sejam mais utilizados para entretenimento. Por fim, completa que a Gameloft espera que os telefones inteligentes, como os smartphones, também cresçam e se tornem mais acessíveis até mesmo para as classes de menor poder aquisitivo. “Com isso, poderemos trabalhar melhor a qualidade dos jogos e oferecê-los para um número maior de usuários”, diz.

A Gameloft é uma empresa que cria jogos para aparelhos móveis com tecnologias Java, Brew e Symbian. Estes jogos também estão disponíveis para WiiWare, DS, Microsoft Xbox LIVE Arcade, iPod iTouch e iPhone da Apple; e PCs. Agora no Brasil, eles só vendem jogos para celulares, mas a promessa é de que muito e breve este cenário seja ampliado.

Bruna Torres
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10 Comentários em "Mercado de games de celular no Brasil"
  1. 24/11/2010

    Boa entrevista que traça bem o quanto temos um mercado mal aproveitado aqui no Brasil. Um abraço!

    http://biturl.net/at89

  2. Shadow Warrior
    24/11/2010

    Pior que é exatamente isso …
    Muitas pessoas não sabem que existem outros jogos e se contentam apenas com os que já vem instalados nos aparelhos.
    Outro dia a minha irmã estava olhando os jogos do meu celular e falou: “Nossa, seu celular veio com todos esses jogos?”.
    Acho que falta divulgação, ainda vejo pouca gente comentando sobre jogos para celular…

  3. 25/11/2010

    Ótima matéria, Bruna!!!

    Gostei principalmente das partes onde a Peciña disse que […]o mercado nacional realmente possui uma base de celulares que não comportam tal qualidade” e “[…]espera que os telefones inteligentes, como os smartphones, também cresçam e se tornem mais acessíveis até mesmo para as classes de menor poder aquisitivo“. A realidade financeira aqui no Brasil melhorou, mas ainda tá bem longe da liberdade de compra que se tem em outros países (onde os iPhones e smartphones custam às vezes até menos que celulares comuns aqui do Brasil).

    Um ponto que achei interessante e que deve contribuir pra caramba com isso foi algo que vi esses dias numa reportagem: no Brasil existem mais celulares que PESSOAS!!
    Outro problema é a demora das empresas brasileiras pra perceberem (e aproveitarem!) esse baita potencial, tanto do mercado quanto dos desenvolvedores de games. É uma realidade que anda mudando, mas a passos meio lentos.
    Não sou nenhum expert e muito menos analista de negócios pra dizer algo com certeza, mas é isso que eu vejo ^^

  4. Rafael Psyny
    25/11/2010

    Mas o mercado de games para celular é BEEEEM diferente do mercado tradicional.

    Quem usa celular para jogar sem ser quando esta esperando por algo?
    Só algumas pessoas que matam aula ou vão de carona para o colégio.
    Então os jogos tem que ser voltados para esse publico.

    Tanto que os jogos mais “elaborados” fazem muito pouco sucesso. E os mais simples fazem mais. Como esse ai de atirar frango.

  5. 25/11/2010

    25 anos de pura diverção estou crescendo sim e com responsabilidades, mas vou fazer oque se a vida é um jogo e após dar start aprendemos que a vida não são várias e o game over ja está programado para anunciar que vc jogou muito bem!
    Seja exemplo, e trabalho com oque realmente goste para ser um sucesso!
    Up!

  6. 25/11/2010

    Ótima matéria!
    É, acho que os jogos pra celular têm que ser voltados para o público de quem joga enquanto está esperando algo mesmo!
    Mas quem disse que jogo simples porém de qualidade(os chamados pick up and play) precise ser menor “elaborado”?
    Um bom exemplo disso seria algo um pouco abaixo de um Professor Layton da vida, e esse jogo aí, por exemplo.

    • Rafael Psyny
      25/11/2010

      Elaborado no sentido de complexidade.
      Ninguem quer ter q aprender a jogar um jogo de celular. Ou ter um enredo complexo q vc esqueça facil.
      Quando vc esta jogando no celular vc perde muito o foco com o que esta a sua volta. Jogos mais simples tornam a experiência menos frustante.

  7. Fabão
    25/11/2010

    a industria de jogos de maneira geral está se voltando para o publico casual, que ao meu ver é o q comporta a maior parte das pessoas q jogam no celular, eu aposto muito q um grande boom na industria daqui vai se dar com a interação (que já ocorre) dos jogos das comunidades virtuais (facebook, orkut)com os aparelhos celulares… é muita gente q joga os mafia wars e farmvile da vida… basta um brazuca ter uma idéia criativa encima desse contexto pra ver se não vende q nem agua no deserto… até já tenho uma idéia bacana…. oh “Favela Wars” ou o “Maconha Farms” uahuahuahauha (e olha q já corre o risco disso existir)

    • Victor
      27/11/2010

      Realmente já existe XD
      Acho q o nome é colheita infeliz.Estava sendo produzida em gml mas acho que o projeto parou.

  8. 27/11/2010

    O problema principal é a “canalhice” das operadoras que encarecem o download do jogo para celular com pesadas taxas de download, além de aumentar o preço do jogo de 3 reais (preço natural da Gameloft) para 10 reais.

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