Cuidados para os aficionados em games

Tags: Benefícios e malefícios videogames, Vício em videogames, Videogames

Por Bruna Torres

Depois do post da nossa master Vivi Werneck, fiz uma matéria para o jornal onde trabalho, o Jornal de Brasília, sobre o que os videogames podem trazer de benefícios e malefícios. Ela foi publicada no dia 31/05/10.

Mas antes de começarem a ler, CLIQUEM AQUI.

Votaram? Obrigada =D agora vejam a matéria:

Crianças, adolescentes e até adultos estão cada vez mais imersos no universo dos videogames. Chegam a passar horas e até dias na frente da televisão ou computador em busca do entretenimento. Este tipo de diversão pode trazer diversos benefícios, porém, se jogado em excesso, traz também malefícios, que precisam de acompanhamento profissional para que volte a ser tratado como normal.

Gilberto Lacerda, especialista em Tecnologia na Educação e professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que os videogames fazem bem ou mal dependendo da quantidade de tempo que uma pessoa passa em frente ao jogo. “Independente se o jogo é eletrônico ou não é prejudicial se o tempo de exposição for excessivo. O prejudicial é acomodar seu cotidiano nesse aparato e o excesso torna-se negativo”.

No caso do jovem Enzo Aprile, 13 anos, o videogame foi benéfico e o ajudou a fazer novas amizades. “Ele arrumou diversos amigos que jogam também. Nunca tive problema com ele por jogar. O caso dele é especial porque ele só joga um, que é Guitar Hero, e vive em função dele. Por causa do jogo, ele escuta músicas no computador, no Ipod. Ele joga aproximadamente duas horas por dia”, explica o pai Émerson Aprile, 37 anos.

Os limites são sempre colocados, para que Enzo não fique dependente do videogame. “Tento colocar limites, mas ainda bem que ele obecece de uma forma carinhosa. Ele sabe respeitar a hora de estudar, e nunca teve comportamentos agressivos ou violentos”, complementa Émerson.

Adriana Rodrigues, mãe de José Lindolfo e Mateus Rodrigues, 10 e nove anos, se preocupa com a dependência nos videogames, e por isso impõe limites aos filhos, que ora estão no videogame de console ou nos jogos de computador. “Acredito que se eu não controlasse, eles não teriam tanta responsabilidade. Eu permito que eles joguem três horas por dia, menos nos dias de prova, que não podem nem ligar o videogame”, conta.

De acordo com ela, as crianças largam tudo pelo videogame, e se deixar, causa dependência. “Nos finais de semana eu libero o dia todo, mas estipulo um horário para parar. Se falo até as 20h, eles me pedem mais cinco munitos, mas eu não deixo, porque senão eles vão sempre querer um tempo a mais. Mas mesmo eu não tirando, eles respeitam, não preciso impor. Eles mesmos param de jogar no horário certo, porque sabem que se não obedecerem, eu tiro o videogame como castigo”.

A Academia Americana de Pediatria dita que crianças a partir de seis anos devem jogar no máximo duas horas por dia, e com menos de  seis anos, no máximo uma hora diária. Mas para Lacerda, essas regras não se aplicam a todos. “Todos são diferentes e é difícil estabelecer regras e aplicá-las como receitas. Isso depende muito da inteligência e de como as pessoas se locomovem na vida, para saber qual tempo estipular de frente à um jogo”, salienta.

Gilberto Lacerda, revela que a escola tem um papel importante na educação dos jovens, para que não se viciem em videogames. “Os  pais constituem um papel importante na vida dos filhos, mas normalmente têm pouco tempo para eles, que ou estão na escola ou no computador. Por isso a escola precisa expor diferentes linguagens que irão despertar o interesse dos jovens para outros”, explica.

Além disso, ele alerta que os pais devem impor limites de tempo sim, que dependerá da maturidade de cada um, e também levar os filhos para outras atividades. “Cabe aos pais e a escola aos poucos mostrar outras possibilidades. Elas não vão ao cinema, ao teatro, ou outros lugares sozinhas, precisam da companhia dos pais. O filho não vai ler um livro se nunca viu o pai lendo ou se os pais nunca o levaram para ler, ou para uma biblioteca, por exemplo”, diz Lacerda.

Por mais que coloquem limites, Gilberto acredita que a presença de um profissional na educação seja essencial, isto porque eles sabem como lidar com este tipo de problema. “Às vezes é necessário até a ajuda de psicólogos, em casos extremos, mas nem sempre para as crianças, e sim para os pais, para aprenderem a lidar com esse problema e como solucioná-lo”.

O especialista ainda destaca que os videogames trazem benefícios como saber como lidar com este tipo de tecnologia, solução de problemas, e até desenvolver artifícios. “Porém, a partir do momento que a criança, o jovem ou o adulto se torna aficionado em jogos eletrônicos, por esse modo de comunicação e o troca pelas demais atividades, vai se tornar prejudicial, e desenvolve diversos problemas , como timidez, problemas de saúde, entre outros”, revela.

Por isso, ele adiciona que quanto mais rico for o arsenal de informações que uma criança tem, melhor para ela. “Todos precisam ter outros interesses na vida. Seja interação com a leitura, com vídeos, cinema, teatro, amigos, escola, brincadeiras com os pais”, completa.

Há quem pense que os videogames só afetam crianças e do sexo masculino. A história de Roberta Lima,  prova o contrário. Ela se mudou de uma fazenda para Brasília e nunca foi acostumada com cidades grandes. Quando não estava na faculdade, passava o resto do dia em casa. “Comecei a jogar Ragnarok e World of Warcraft, e eles viraram meu principal passatempo. Meu tempo livre era todo dedicado aos jogos. Aos poucos, comecei a dormir mais tarde e a faltar aula no dia seguinte por não conseguir acordar. Acabei reprovando por falta em algumas disciplinas”, lembra.

Além de problemas nos estudos, ela ainda teve problemas alimentares. Com a faculdade em greve, ela jogava o dia todo, comia na frente do computador e só parava para dormir. “Cheguei a ficar 19h jogando direto, sem levantar da cadeira pra nada. Teve até um dia que esqueci de tomar banho. O resultado disso, em dois meses da greve, foi que engordei 10 kg”.

Após quatro anos no vício, ela resolveu mudar os hábitos e se dedicar mais a outros afazeres. “Deixei esses jogos de lado, me formei, mas não voltei ao vício. A própria vida, gradativamente, me chamou à responsabilidade. Com emprego, estudos e outras atividades, jogos assim não tinham mais espaço na minha rotina”, destaca ela, que continua jogando, mas apenas jogos que não exigem tanta dedicação como os RPGs online.

Roberta acredita que o vício dela não foi negativo. “Da mesma forma que eu tive problemas na faculdade por causa dos jogos, muitos colegas meus tiveram problemas por exagerarem nas festas e bebidas. É uma fase da vida. O importante é saber que, uma hora, essas coisas tem de ser deixadas de lado para encarar as responsabilidades da vida. Aquele que não consegue largar, seja o que for, é porque tem algum problema e deveria procurar ajuda”, alerta ela.

Ao jogar, ela diz que aprendeu muitas coisas. “Por jogar com americanos, desenvolvi mais meu inglês que em todos os anos do colégio. Além disso, convivi diariamente com gente de vários lugares no mundo, aprendi sobre outras culturas e outras formas de ver a vida. Como eu tinha uma espécie de cargo de liderança nos jogos, aprendi a gerir pessoas, lidar com problemas, algo que me ajuda muito no meu emprego atual. Por fim, boa parte dos meus amigos e até meu namorado são pessoas que conheci jogando”, completa.

Dicas de Gilberto Lacerda sobre:

* Participação de Arthur Protasio

Benefícios

  • Interatividade com o jogo e com outros jogadores: Os jogos do Wii promovem uma interação mais próxima. Jogos musicais, como Rock Band, também;
  • Aprendizado sobre novas línguas, culturas, valores sociais e diferentes estilos de artes: O jogo japonês Okami mostra uma cultura e estilos de arte diferentes. Outros exemplos são Braid e o de velho oeste Red Dead Redemption;
  • Narrativas complexas: A série Assassins’ Creed tem uma narrativa que faz ponte com períodos históricos.
  • Causar reflexão nos jogadores: Braid ou Modern Warfare, causam isso pela narrativa e por causa das mecânicas que colocam o jogador para pensar;
  • Transmitir educação por meio da interação: Sim City e  Assassins’ Creed, pois transmitem conhecimento por meio da interação por estarem lidando com temas de relevância social, como planejamento urbano, o primeiro, e períodos históricos da Cruzada e do Renascimento, no segundo.
  • Treinar coordenação motora e raciocínio, desenvolvendo a inteligência e a resolução de problemas: A maioria dos jogos de puzzle tráz este benefício, incluindo Braid.

Malefícios

  • Dificuldade em relacionamentos;
  • Dificuldade em lidar com problemas reais;
  • Competitividade excessiva;
  • Alimentação incorreta;
  • Postura errada;
  • Dificuldade em fixar atenção e em memorização

 

Bruna Torres
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49 Comentários em "Cuidados para os aficionados em games"
  1. Pedro Costa
    08/06/2010

    Caraca… muito boa a matéria^^ obrigado por ajudar tanto nossa cultura^^

  2. 08/06/2010

    Tudo que é exagero é ruim, com meu filho quero estipular horários de jogatina, até pq é imprescindível dividir a diversão digital e as atividades físicas.

    Alguns pais tratam VG como babá digital e são alguns destes casos que podemos observar problemas na formação da criança ou jovem.

    Parabéns pelo artigo muito bom.

  3. lucas eu amo a vivi
    08/06/2010

    eu amo as garots do blog vcs me amam

  4. Shadow Warrior
    08/06/2010

    Eu concordo com o Marcos, Todo exagero é ruim.
    O ideal é que a pessoa tenha o bom senso de saber qual é o limite, para que isso não seja prejudicial no futuro.

  5. Daniel
    08/06/2010

    é incrivel como jogo há anos(começei com mario no nitendo rsrsrs) e mesmo assim nunca tive esse tipo de problema,mas está totalmente certo quando eu tinha 12 anos me lembro que fiquei muito viciado em mmorpg’s e ainda sou, só que o tempo ensina e elas aprendem sozinhas, os meus amigos também foram assim com o tempo a responsabilidade chegou e eles viram que o jogo não era taum importante, hoje tenho meus 20 anos e ainda continuo viciado em WoW e gears of war, só que agora eu aprendi a moderar esse vicio sozinho, e por mais que tenham ajuda de profissionais ou regrar o tempo de jogos eu digo uma coisa “todu aquilo que se aprende sozinho fica guardado pra sempre” agora tentar impor as vezes não é o melhor caminho mas cada caso é um caso.

  6. Heishiro Mitsurugi
    08/06/2010

    Excelente matéria Bruna, parabéns. Mas discordo de certas partes

    – Competitividade excessiva;
    Não é o video game que faz isso, a própria vida leva as pessoas a serem competitivas ao extremo, ainda mais hoje. Tanto no colégio, trabalho e horas vagas.

    – Alimentação incorreta;
    Também não acho que seja uma influência direta, tem pedreiro que se alimenta bem e tem outros que não, não podemos dizer que a profissão (ou atos)induz isto.

    – Dificuldade em fixar atenção e em memorização;
    Impossível dizer que uma pessoa que jogue algum jogo com dificuldade elevada não tenha total atenção, F-zero GX por exemplo.
    Sobre a memória, como um jogador de Mortal Kombat conseguiria gravar todos os movimentos, combos e finalizações se a memória não fosse treinada pelo video game.

    Novamente, parabéns pela matéria, gostei muito.

    • 08/06/2010

      Exato, mas são casos e casos em que essas coisas acontecem. Já tive primos que sempre queriam ser melhores nos games e se perdessem, brigavam, batiam, ficavam doidoes, tudop por conta do vicio.

      A alimentação incorreta tb cabe nesta questão, assim como em outros problemas, como vc disse pedreiro. Se quer saber, jornalista como eu tb nao costuma se alimentar direito hahahaha

      Dificuldade em fixar atenção e em memorização. este se vc pensar, quantas vezes vc ja nao jogou e alguem falou com vc e vc nem prestou atenção, ou perguntou “oq?” hahahah isso acontece sim!! E memorização pode acontecer tb, se vc passar um fds todo acordado, como conheço casos assim, a memoria enfraquece hahahah

      • Heishiro Mitsurugi
        08/06/2010

        “perguntou oq?”

        Agora sim eu entendi, achei que a atenção era no jogo, ligado a concentração.

        “se vc passar um fds todo acordado”

        Também é verdade, não há cabeça que aguente isto.

  7. AdisMuno
    08/06/2010

    =3 eu fui um desses que sofreu malefícios…

    1. Problemas na escola
    2. Comia mal(é… no meu caso não engordava, emagrecia)
    3. Problemas de relacionamentos
    4. Postura…

    =P hoje fui mudado, AAAALELUIA ^^

    /o/ e melhorei postura, não tenho mais dificuldades em me relacionar, como bem… só não engordo porque não dá(já tentei dieta pra engordar, não funcionou…)

    ;D Então, posso sim concordar com tudo.

  8. jonas
    08/06/2010

    Caraca tenho todos esses malefícios citados,eu jogo da hora em que eu acordo até a hora de ir pra escola e quando chego da escola jogo até as três da madrugada desse jeito eu to na roça.Muito boa matéria parabens.

  9. Fabão
    08/06/2010

    ótima matéria…. eu me vejo em alguns desses problemas, e tb indentifico alguns beneficios q essa vida gamer me traz

  10. Kreator
    08/06/2010

    Sempre quando fala-se em games, tem que ter lá os famigerados “malefícios” é o que toda a mídia adora espalhar para os quatro cantos.

    Porque não vejo esse tipo de cuidado para com os aficcionados por futebol, cinema ou qualquer outro entretenimento?

    Dificuldade em relacionamentos – Isso já acontece antes do contato com os games, eles não são a causa, mas a consequência.

    Dificuldade em lidar com problemas reais – Vários estudos sérios questionam isso, só um que aparece como primeiro no Google:

    http://abcnews.go.com/WNT/Health/story?id=814080&page=1

    Competitividade excessiva – Isso é um defeito? num país comunista talvez, mas no mundo dos negócios é a chave do sucesso.

    Alimentação incorreta – Nada tem a ver com games, hoje ninguém se alimenta corretamente.

    Postura errada – Nada a ver com games também.

    Dificuldade em fixar atenção e em memorização – Mas hein? um possível gamer hardcore sem atenção e memória não tem como ser um hardcore.

    • 08/06/2010

      Concordo com vc kreator… qualquer vício traz problemas… esse só foi mais um

      se vc escutar musica o dia inteiro alto, terá uma série de problemas tb…

      eu sou jornalista, trabalho mais de 8h por dia, como errado, sento errado, sao problemas q tb tenho pelo vicio no trabalho….

      mas assim como fazemos matérias de tabagismo, q trazem maleficios, tb fazemos de outros assuntos… nao é querendo acabar com nenhum gamer.. até pq eu sou, e nao faria isso

      hehehehhe

  11. 08/06/2010

    Tudo em excesso faz mal. Parabéns pela matéria Brunitcha.

  12. Fabão
    08/06/2010

    #Kreator: ninguém falou q os games trazem maleficios por si só, e nem é isso o que está escrito na matéria… os maleficios acontencem por causa do excesso… apenas seguindo o que o Phellipe disse, tudo em excesso faz mal, os exemplos q vc citou são apenas para aqueles que não se controlam, e isso é muito mais sucessivel de acontecer com as crianças e etc…

  13. marcelo
    08/06/2010

    por causa dos games eu tenho a postura errada acho, ou talves porque eu ja seja bem folgado =P.
    sempre fui timido antes mesmo de começar a jogar, então não sei se isso agravou a situação.
    não sei se é por causa dos games que tenho falta de atenção, ate porque, ate quando estou jogando eu perco a atenção e nem percebo o.o’

  14. 08/06/2010

    “Dificuldade em relacionamentos e competitividade excessiva”

    Eu sofria do primeiro até pouco tempo atrás, mas a competitividade ainda prevalece –‘

    Eu jogo games desde pequeno (pequeno mesmo, se não me engano, cheguei a jogar alguma coisa em DOS, e tenho 17 anos oO), e por causa disso (ou não, vai saber…) eu sempre fui um pouco mais “desenvolvido” que meus amigos, principalmente na infância. Fui o primeiro a ler (e entender) textos, anúncios, etc.

    Meu gosto por música e meu inglês bem mais avançado também são frutos desse “vício” em games. O que me preocupa é o fato de ter medo de não ter tempo para jogar, por causa de faculdade, e mais pra frente, trabalho.

    Mesmo assim, não troco uma tarde com a minha galera por nada! hehehe

  15. georges
    08/06/2010

    Parabéns pela materia!
    Muito bom mostrar para as pessoas que os video games tambem tem seu lado bom.
    Realmente tudo feito de forma exagerada pode trazer maleficios, seja jogando ou ate mesmo estudando.

  16. aureliox
    08/06/2010

    É uma boa matéria, muito bem feita, só não gostei do tema. Falar dos malefícios dos games, mesmo citando os benefícios, é muito tabu.

    • 08/06/2010

      o tema foi escolhido pq muito se fala que videogames só trazem maleficios, que tiram a vida social das pessoas, que é coisa de criança e de nerds
      e foi exatamente pra mostrar que isso acontece com quem joga em excesso… mas quem joga de boa, tem benefícios!!!

      • aureliox
        08/06/2010

        Tá Brunitcha, eu concordo, mas é que simplesmente já cansei de ouvir falar dessa “polêmica” toda sobre mal/bem dos games.

        Essa abordagem “mal/bem” não é nada interessante, é limitadora e ao meu ver só ajuda a reforçar a ideia de que games são ruins – pois os não-gamers darão mais peso para os “malefícios” sempre. E jogo não é só para ser bom/ruim para a saúde, é muito mais.

        Então, para mim, tocar nesse assunto é como jogar mais lenha na velha Fogueira da Iquisição dos Games, cujas chamas os gamers levaram décadas para extinguir.

        Se fosse um artigo só sobre as vantagens da jogatina, ou sobre o espaço cada vez maior que os jogos e a tecnologia em geral tem ocupado na vida das pessoas, seria, ao meu ver, muito mais interessante, seria avançar a discussão. E mesmo se as desvantagens não forem apresentadas elas estarão lá, pois o tema “jogo” ainda traz as marcas dos estigmas do passado (coisa que os não-gamers adoram cutucar).

        Por fim, se alguém for fazer uma análise dos malefícios do churrasquinho de domingo, por exemplo, vai encontrar tanto ou mais malefícios. Acontece que ninguém se interessa tanto em crucificar o churrasco – que já é sagrado – quanto em fazer churrasquinho dos gamers.

        Mas deixo claro que tudo isso é uma opinião muio particular minha, talvez eu esteja errado, ou tenha um ponto de vista muito radical, sei lá.

        E não estou dizendo que você teve a intenção de reabrir feridas, inclusive você foi bem light, simplesmente falou o que pesquisou e pronto, teve tato com o assunto. Mas não tem jeito, para mim essa é uma questão antiquada – acho que sou um rancoroso hehehe

        • 08/06/2010

          Eu te entendo perfeitamente

          Queriam q eu tivesse feito uma matéria so com os maleficios e tal, mas ai expliquei, q como qualquer outra coisa em excesso, claro q trará problemas… mas falei tb q ia sim colocar os beneficios, pq é isso q ele traz se usado de maneira correta…

          dai acabou q consegui puxar pros dois lados, priorizando o de beneficios =D

          ainda achei um cara pra falar bem, q sacasse um pouco do assunto, e ao pra meter o pau, como alguns médicos velhos iriam fazer hahaha

          • Kreator
            08/06/2010

            Bem, se te pediram pra escrever apenas a parte ruim e você conseguiu dar uma “aliviada”, foi extremamente válida a tentativa, desculpa se fui um pouco grosso antes, mas tenho exatamente a mesma opinião do Aureliox, o lance das “feridas abertas” é a mais pura realidade, além de claro, das palavras usadas.

            “Jogo” tem um estigma de coisa ruim, mas muito pior é o termo “vício”, que lembra dependência, drogas, etc…

            Ainda vai demorar muito para as pessoas comuns enxergarem os games como uma diversão sadia ou forma de arte, como cinema ou literatura, e isso percebo até no dia-a-dia.

            Se eu disser que passei uma tarde de domingo inteira lendo um ou mais livros (mesmo que seja um livro qualquer de auto-ajuda) me considerarão culto, concentrado, estudioso, etc.

            Agora, se disser que passei uma tarde inteira jogando um jogo novo muito bom, serei chamado de viciado, sem vida-social, fracassado, entre outros adjetivos nada agradáveis. :(

          • 09/06/2010

            Mas é exatamente isso que vcs estão entendendo que não foi a intenção da matéria. Não foi falar de forma alguma que videogame é um vício. Mas pode tornar uma dependencia, melhor dizendo, se não for usado de forma correta trazendo os problemas.

            É o que acontece com tv, comida, futebol, cerveja, trabalho, qualquer coisa entende!

            mas é verdade que as pessoas acham que qualquer um que joge é um viciado e o jogo faz mal, nao sabem ver o lado bom das coisas usadas de forma correta!

          • ricardojr
            10/06/2010

            é esse negócio que o kreator falou sobre a dependencia tá certo mais o brasileiro tem alguns vícios como taxar quem joga de criança ou desocupado e etc. acho que o primeiro passo para se curar isso seria fazendo uma campanha de conscientização.

  17. 08/06/2010

    No caso das crianças eu teorizo que o problema esteja no fato delas não poderem mais brincarem livremente como se podia fazer a anos atrás. A maioria dos pais hoje em dia não deixam os filhos sairem de casa sozinhos e ficar na rua o dia todo (e com razão) e ae eles acabam recorrendo a formas de diversão dentro de casa.

    No caso de adolescente e adultos, creio que seja mais pelo fato de termos uma geração cada vez mais acomodada e virtualizada, marmanjos(as) que só querem saber de ficar em casa fuçando na internet e não querem nada com a vida.

    Quando se tem trabalho e responsabilidades, pode gostar de vídeo-game do jeito que for, não tem como viciar, não sobra tempo para isso, rzs.

  18. Anonimo
    08/06/2010

    Ces tão fora dos parceiros do cjbr por que?

  19. 08/06/2010

    Excelente matéria, Bru. Eu, particularmente, me considero uma pessoa de sorte por não ter tido esse tipo de vício. Curiosamente, agora curso Desenvolvimento de Jogos.

    Dar uma balanceada na sua vida é essencial. Não adianta se prender em uma coisa, por mais que adore ela, e perder tantas outras. Sempre tive esse cuidado. E, talvez por isso, MMOs nunca foram a minha praia. Nenhum chegou a ficar instalado por 2 semanas no meu PC.

    Já nos consoles, é raríssimo chegar a duas horas de jogo. Tem dia que eu nem ligo.

    Se tem algo que realmente faz parte do meu dia a dia direto é o PC. Deixo ligado, mesmo quando não estou nele, mas, é claro, não é 24 horas por dia. Deixo porque é uma fonte de informações e trabalho, além de ter contato direto com as pessoas mais próximas.

    Mas nada que o momento “vida social” seja excluído. Se aparecer alguma coisa, estou dentro! kkkkkkkkkkk

  20. 08/06/2010

    Bem eu me considero um grave viciado em videogame, e tenho alguns problemas alimentares e não sou muito sociavel, porem é o que digo pra todos aqueles chatos que vem falar dos maleficios dos Videogames.

    Amigos, TUDO tem maleficios e beneficios, por exemplo cocaina na quantidade certa pode ser um poderoso estimulante academico, e agua em exagero pode causar desmineralização do sangue e consequentemente colapso nervoso por falta de sódio, mas não é por isso que eu vou parar de beber agua e me encher de cocaina…

    Você tem que ter consciencia de tudo que faz, por isso assim tambem falo, videogame faz tanto mal quanto aquele livro que você não terminou de ler, se você não souber separar seus focos de atenção, você não irá prestar atenção em nada até voltar pro livro/videogame.

    • 08/06/2010

      Falou e disse! Foi exatamente isso que falei em quase todos os comentários =D

  21. 08/06/2010

    Faltou citar o trabalho da Lynn Alves, que publicou o Game Over tem um tempo já. Aliás, é interessante notar que algumas pessoas citam o livro sem ler nem o texto do site dela, e acabam usando erroneamente.

    http://www.lynn.pro.br/livro.php?livro_id=1

  22. 09/06/2010

    Muito boa a matéria… Eu mesmo já tive alguns malefícios com jogos, mais como foi dito a vida nos chama para coisas mais importantes.

  23. Anonimo
    09/06/2010

    Se o dia tivesse 25 horas eu jogaria 26!

  24. 09/06/2010

    Não há nada mais pra dizer a não ser o que todos já disseram.
    ÓTIMA matéria e veio muito a calhar, principalmente agora que é “moda” publicarem estudos dizendo que jogar videogame faz bem ou faz mal (nunca vão entrar num consenso, é impossível xD).

    Não que você, Bruna, tenha seguido essa moda. Quis dizer que a matéria foi boa por focar novamente esse assunto e se mostrar imparcial, tanto com os benefícios quanto com os malefícios. E ainda mais por você deixar bem claro que cada caso é um caso, e deve ser tratado individualmente.

    Concordo principalmente com dois pontos:
    1- os culpados no caso das crianças são os pais, pois não estabelecem limites (novamente, cada caso é um caso);
    2- infelizmente, hoje em dia o videogame/PC realmente acabou se tornando uma “babá digital”… me sinto triste por minha sobrinha não brincar como eu brincava quando era criança. Isso sem contar que jogos de tabuleiro hoje são cada vez mais menosprezados, mas eu ainda gosto, e muito! Trocaria correndo uma partida de videogame por uma rodada de UNO ou Ludo, ou qualquer coisa simples e que tenha mais contato com a galera.

    Me senti o maior velho falando isso, mas enfim xD~

    Só pra finalizar, ao meu ver, é simplesmente ridículo (chega a ser retrógrado) o que muita gente ainda insiste em fazer: dizer que videogame influencia o comportamento violento das crianças. Pode até influenciar, mas se a criança se deixar levar, por isso cabe aos pais vigiar e encaminhar a um psicólogo caso isso se agrave.
    Eu sou o maior exemplo, sempre gostei de Mortal Kombat (sempre o exemplo padrão :P) e jogos sangrentos, mas sou extremamente calmo. Se vir um acidente eu já fico tremendo de nervoso XD~

    Mais uma vez, ótima matéria, “Brubs”! :D

    • 09/06/2010

      Muito bem james! Gosteiu das suas belas palavras!

      Vc entendeu exatamente o que foi dito!

      Eu tenho procurado inserir mais matérias de games no meu trabalho, o que nao é muito fácil, pois sempre acham que envolve somente crianças.. e daí mostrei o contrário na mat´peria

      crianças jogando de forma adequada e adultos com problermas hahahah

      outro dia fiz uma de fliperamas que ficou mto legal =D

  25. 09/06/2010

    Olá, Bruna!
    Gostei muito do artigo, você procurou amenizar bastante e tudo o único problema é que eu acho que você deveria usar a palavra “riscos” em vez de “malefícios”.
    No mais, está muito bom mesmo!
    Eu queria aproveitar pra comentar sobre o que disseram acima, sobre “gostam de cutucar a ferida aberta”. E eu concordo plenamente!
    Tipo: videogame é uma coisa. Coisas em excesso fazem mal, consequentemente videogame em excesso faz mal! E eu sei que você tem esse mesmo ponto de vista. Queria aproveitar pra dizer que as outras pessoas (os não-gamers, que facilmente se tornam anti-gamers) vão facilmente te pedir pra fazer um artigo sobre os malefícios dos games em excesso, mas nunca vão te pedir pra fazer um artigo sobre os malefícios do excesso de leitura ou do convívio social, por exemplo. E isso é bem chato…

    Caassapaba, você soube colocar muito bem o ponto de vista da maioria aqui (inclusive da Bruna), depois eu vou dar uma olhada no seu blog.

    See ya!

  26. Victor
    09/06/2010

    Boa matéria, aquelas pessoas que acham que quem joga videogame é um sem vida deveria ler isso tambem! Nao me refiro só aos adolescentes, os pais que dizem que o videogame estimula a violência está um tanto equivocado, quem nunca conheceu um delinquente na escola que só sabe zuar alguem ou jogar bombinha e tirar notas baixas e que só fica na rua e diz que odeia videogame? Algumas coisas dependem inteiramente dos pais e da natureza do jovem! Tudo pode ser entendido facilmente com um pouco de raciocinio logico, eu por exemplo sou um dos melhores alunos da classe e tenho amizado com boa parte da classe enquanto em casa eu tenho Xbox e Play 3, não estou sendo muito modesto mas a questao é que eu só sou assim e tenho tal consciencia por causa dos meus pais, que nunca me obrigaram a fazer nada (como acreditar em Deus) e sempre me incentivaram, por tanto por limites é uma boa, se voce nao tem confiança total :D

  27. Thiago
    11/06/2010

    Humm…
    Blog manero, minha primeira visita, gostei das materias e de como elas são escritas, ganharam o meu voto e uma passagem só de ida para os meus favoritos.
    Bom trabalho!

  28. Paulo_HT
    11/06/2010

    nossa, só achei sem noção esses malefícios. está falando como ocorresse em todos os casos.
    eu desde criança jogo video game e nunca tive nenhum desses problemas, muito pelo contrário..

    • 11/06/2010

      Quem lê a matéria entende que isso não acontece em todos os casos!

      São casos e casos, não quer dizer que todos vão ter o mesmo problema. Podem nem ter, podem ter!

      Cada um é diferente!

      Eu tb joguei muito durante toda a infância e nunca tive problemas com nada disso, apenas com a timidez, que comecei a ficar depois, mas agora resolvi!

  29. KaiFullPower
    12/06/2010

    Um desses malefícios (Dificuldade em fixar atenção e em memorização) para mim é um benefício,eu consigo guardar muitas informações sobre games,animes,séries,lembranças e até mesmo o que não gosto na caxola ^^.
    Já joguei um mmorpg,me ensinou muitas coisas mas eu fiquei dependente,mas já parei com isso,e estou aproveitando mais a real life,agora só jogo no 360 e pouco no pc.
    XD

  30. Renan Rodrigues
    14/06/2010

    Parabéns Bruna!
    Texto simplesmente maravilhoso.

  31. 24/06/2010

    […] a minha matéria, onde falo dos benefícios e malefícios do videogame em excesso, mostro para você uma matéria onde resume que videogame tem o lado bom. Trazer de volta o prazer […]

  32. Flavio
    25/06/2010

    Muito bom texto realmente, mas não concordo com uma coisinha, quando a Roberta Lima diz que devemos largar pra se dedicar as responsabilidades da vida. Nunca vi uma pessoa aficcionada em futebol ou jogo de baralho com amigos largar pq casou por exemplo. Pretendo continuar jogando enquanto puder, nunca mega exagerado, mas sempre com amigos, sozinho, e com responsabilidade.

  33. Saulo
    22/09/2010

    Diário de um Viciado

    Eu jogo World of Warcraf, e adimito que se tornou meu principal passa tempo, por ser um rpg online com uma infinidades de coisas q vc poder fazr ele acaba tomando muito tempo da sua vida

    •Dificuldade em relacionamentos
    Acho q o jogo foi meio que uma consequencia da dificuldade que eu ja tinha, o mais estranho e que nele eu n tenho nenhuma dificuldade de relacinamento.

    •Dificuldade em lidar com problemas reais
    Disso eu discordo, o mundo virtual na minha opinião o jogo funcinou mais como uma simulação da vida e me ensinou extinto de lidernça, tomar decisões as quis influenciavel diretamente no nivel de sucesso obtido e espirito de grupo.

    •Competitividade excessiva
    Realmente essa foi uma caracteristica em mim que se desenvolveu muito, apesar de não ter um comportamento agressivo tudo que faço que de alguma maneira estou competindo tento ganhar a todo custo(sem trapacear e claro pois ganhar com trapaça n da nenhum mérito).
    •Alimentação incorreta
    fala serio, todo mundo se alimenta mal hahaha

    •Postura errada
    Na verdade ate que minha postura melhorou.Por eu desempenhar um papel fundamental no grupo e ter de ter agilidade, a postura errada me atrapalhava muito então comecei a me policiar e melhorar aos poucos(pra os que conhecem o jogo eu healer).

    *Memorização

    Essa dificuldade e causada pelo cansaço mental que devido ae excesso de jogo, então tentem se controlar, eu particularmente as vezes(depois de longas hora jogando) tb sinto essa dificuldade.

    •Dificuldade em fixar atenção

    Se a matéria se refere a concentração eu discordo completamente, mas se ela ta se referindo a vc esta jogando uma pessoa falar com vc qulque coisa tipo a casa ta pegando fogo e vc so responde “ahan” ou “ta certo” ou “ja to indo fazer isso” entao isso acontece comigo haha porem isso n e necessariamente um maleficio, pensem bem imagina vc naquela prova de matemática cavernosa e um FDP que n sabe porra nehuma zuadando e atrapalhando todo mundo, ate o prof expulsa ele vc perde muito tempo mas se vc for um viciado em World of Warcraft ce n vai ter problemas com isso pq cpm certeza vc vai conseguir concentrar sua mente na prova e ignorar totalmente o que ele ta fazendo mas se a casa estiver pegando fogo como no primeiro exeplo vc se fo…

    Na verdade o maior problema de ser viciado e que tudo que vc n faz as pessoas dizem que e por causa do jogo tipo:
    Eu moro no nordeste porem gosto muito de passar horas escutando bandas como Engenheiros do Hawaii(mais um motivo pra que eu seja considerado estranho pois nunca sobre hipotse alguma vou num show de axe ou de um forro tipo “xupa que é de uva” um dos hits que embalam o nordeste),entao se tem um show de “xupa que e de uva” e claro que eu prefiro esculta Faustao falando merda do que ir pra merda do show, porem como eu tenho o jogo, vou jogar e claro e n ficar vendo Faustao mas vao te falar que vc e estranho e n vai nesse show fuleragem pq e um viciado.
    Concluindo:o motivo para eu ser estranho aq onde eu moro e jogar World of Warcraft, estudar programação e gostar de boa música coisa que apenas uma pequena minoria oprimida faz em Sergipe.
    No entanto cada um e cada um e minhas experiencias n regras a serem aplicadas

    E concordo que tudo excesso faz mal(menos sexo e claro haha)

    • Yan Paulo
      05/10/2010

      Hah!
      Eu também moro no Nordeste (Fortaleza), e sei muito bem do que você tá falando. E ainda acrescento que aqui todos dizem que vg é coisa de criança ¬¬
      Mas no meu caso, eu sempre procuro andar com pessoas que gostam (ou pelomenos que não tenham preconceito) de games.
      E… Não, não jogo WoW há muito tempo, pois se meu tempo já é beeem curto pra conciliar tudo na vida (inclusive games que eu quero terminar), imagine se eu fosse querer jogar WoW?

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