Apesar das dificuldades, indie games brasileiros não param de crescer

Tags: Aiyra, Aiyra games, empresa indie, games indie, Guardião Aiyra, mercado indie brasil
Galera da Aiyra, mais uma empresa indie que está na luta

Galera da Aiyra, mais uma empresa indie que está na luta

Por Vivi Werneck*
(*Este foi um artigo que escrevi para o Game Reporter. Gostaria de agradecer ao David de Oliveira Lemes por me deixar postar parte dele aqui )
Trabalhar com desenvolvimento de games no Brasil é uma verdadeira batalha, que nem sempre tem um final feliz. Muitas micro e pequenas empresas quebram sem antes mesmo colherem um pouco dos louros da vitória, neste caso, ter o seu jogo conhecido (isso se ele chegar a ficar pronto).
Se existem tantas barreiras (estruturais, financeiras, qualificação profissional) para se desenvolver jogos no país, por que continuar? E por que tantos corajosos insistem nessa área?
O game Guardião é como um "capture the flag", onde você é um brinquedo e a "flag" é uma pilha

O game Guardião é como um "capture the flag", onde você é um brinquedo e a "flag" é uma pilha

Diferente do que muitos podem pensar, existe sim um mercado consumidor interno – que está se expandindo cada vez mais – para uma demanda crescente de jogos no Brasil. Grandes empresas estão investindo muito em novas mídias para divulgação de seus produtos, por exemplo. Esta é uma área perfeita para o desenvolvimento de advergames, ou seja, games com foco publicitário. Além desses, os games corporativos também são uma ótima opção para arrecadar um dinheirinho a mais.

Mas não pense que o Brasil está fadado a fazer jogos publicitários e empresariais, não desmerecendo o trabalho de ninguém, por favor. Algumas empresas, formadas por verdadeiros corajosos, vão mais além e investem mesmo na ideia de jogos voltados somente para o entretenimento.
Dentro deste contexto, pode-se citar como exemplo a empresa carioca Aiyra, que nasceu em 2006, e se dedica à 

O game Plantares é um puzzle inspirado no jogo de tabuleiro "Senha"

O game Plantares é um puzzle inspirado no jogo de tabuleiro "Senha"

produção de jogos computacionais de conteúdo educativo e não-violento. A Aiyra nasceu dentro da Empresa Júnior de Ciências da Computação da Universidade Federal Fluminense (InfoMarka), no Rio de Janeiro.

“Quem quer começar a fazer games aqui no Brasil, deve ter em mente que o mais importante não é a qualidade gráfica do jogo, mas sim o game design. Isso por dois motivos: primeiro porque não temos condições técnicas e financeiras ainda para investir em Engines usadas em títulos AAA e, segundo, porque de nada adianta um game graficamente perfeito se ele for massante e chato. Por isso, as pessoas devem focar no game design para fazer um jogo divertido e com forte apelo comercial”, explica Adrian Laubisch, fundador e responsável pela parte de novos negócios da Aiyra.
– Quer ler o artigo completo? Então clique aqui.
Vivi Werneck
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13 Comentários em "Apesar das dificuldades, indie games brasileiros não param de crescer"
  1. 16/09/2010

    Muito bom.
    Eu como um programador indie vejo oportunidades para evoluir e crescer aqui no Brasil .Apesar que mesmo se não conseguir meu cantinho ao sol pretendo continuar a fazer jogos,seja para vender por conta própria ou fazer freeware mesmo.
    Afinal é algo que faço porque tenho prazer em criar.
    (mas se ganhasse um dinheiro por isso seria muito melhor XD)

  2. rafaelx1bm2
    16/09/2010

    … passo 1 dia sem entrar no GoW e enche de novidades :D … acho q vo passar +1 dia fora XD

  3. 16/09/2010

    Sensacional, juro que não conhecia o Girls of War, isso foi bom porque achei demais. A matéria sobre a essência de encontrar mitologia e hindu em um game foi fantástico. São essas matérias que fazem a diferença entre milhões, porque é algo minucioso e nem todo mundo gosta de comentar, mas mesmo assim é muito bom quando se lê. Também gostei muito da matéria atual sobre a indústria nacional, o Brasil é fenomenal em idéias porque somos esforçados e sabemos que é dificil ter as coisas e com certeza com a engine certa (não precisa ser último tipo) mas a liberdade de colocar idéias na computação gráfica farão o Brasil criar jogos dezenas de vezes melhores que Japão e EUA. É exagero? Não tem problema, temos que ser bons em alguma coisa a mais que samba e futebol (pela mor). Só uma sugestão: Continue escrevendo por vocês pessoal, vocês tem garra e usando as próprias palavras fica muito mais suave e ousado. Como as duas matérias que citei. Tem blogs que pegam as matérias e coloca fonte mas são porque a galera não tem muito tino jornalístico. Mas pelo que vejo, vocês não precisam disso não. =D!

    Vou continuar seguindo o twitter de vocês e conheçam também o que eu apronto no meu blog, lá eu falo de tudo um pouco, atualmente estou fazendo um tributo aos games mais marcantes do gênero primeira pessoa, passa lá, é legal.
    http://marvoxbrasil.wordpress.com, lá tem meu orkut, meu playfire e ví alguma de vocês tem Steam. Alguém aí joga Alien Swarm?

    Valeu, e continuem diferenciando o universo gamer!! Até mais!

    • 16/09/2010

      Nossa, obrigada pelos elogios ao blog Marvox. Assim como vc disse, aqui procuramos olhar o mundo dos games com uma perspectiva diferente, sem perder o caráter informativo e o bom humor, quando é o caso.

      Bjao e volte sempre! ^^

  4. Demétrio Dias
    16/09/2010

    Como sempre parabéns Vivi! Muito legal o artigo!
    Ver esses artigos e notícias são muito importantes pra quem tá lutando essa batalha não se sentir totalmente sozinho e perdido nesse mundo! Em nome de todos os malucos indie que acreditam nisso, Muito Obrigado de coração! Abraços!

  5. 16/09/2010

    Deverás… eu nunca tive um snes mas sempre quiz… ÉPICO!

    Não sou da época mas pe tudo que tenho a dizer sobre ele…

  6. 16/09/2010

    Quero ver a comunidade indie decolar no Brasil!

  7. 16/09/2010

    Muito boa a matéria, Vivi!
    O Brasil tem bastante potencial na área de games, basta descobrirmos esse potencial e ajudarmos com o que for possível (divulgação, apoio, etc).

  8. Demétrio Dias
    16/09/2010

    Indies do Brasil, Uni-vos! We have the power! o/

  9. Ebbios
    17/09/2010

    Mto bom o texto Vivi. Fico tão feliz de acompanhar esse olhar que vc tem pro mercado brasileiro. Há mta gente criativa no Brasil, com certeza vem mta coisa boa por aí!

  10. Bel
    17/09/2010

    Muito legal essa matéria! Parabéns Vivi

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