Wii loves Okami

Tags: Okami, Wii, Wii Remote

Aviso: Se você veio aqui para ler só sobre games, por favor pule uns parágrafos para baixo porque antes eu vou ter um momento fanático e relatar sobre um cara que eu considero demais. Coisa de menina né? Mas fazer o que, o blog é meu e por incrível que pareça, as vezes eu tenho esses momentos.

É muito clichê falar que “Você tem que ir atrás dos seus sonhos?”. Então me perdoem o momento clichê mas eu sou prova viva de que se você tem um sonho, você tem que ir atrás dele.

Ontem foi um dia sensacional. Quando na minha vida eu imaginei que iria conversar pessoalmente com Ricardo Farah? A primeira coisa que eu faço quando compro uma EGM é ler o editorial desse cara, não só porque ele escreve muito bem, mas porque ele passa a impressão de ser realmente apaixonado pelo que faz e mostra estar sempre tentando aprimorar a revista e trazer melhorias e coisas legais pra quem curte a área.

Quantas vezes eu já coloquei palavras dele no meu dia a dia, mesmo que fossem em situações nada relacionadas a games, só porque vejo nele um exemplo de cara que ainda é louco pela sua profissão. E é tão raro achar profissionais assim, que ainda estão dispostos a ter dores de cabeça e ir atrás de coisas novas só para que terceiros desfrutem e se entretenham com esse trabalho.

Ontem eu travei, nem parecia a Carlinha engraçada que joga vídeo-games e tira com a cara de todo mundo. Fiquei lá quietinha escutando o cara falar na minha frente, vi onde ele trabalha, conheci a redação inteira e ainda joguei jogos que estava louca para jogar. (Mentira, eu só estava louca para jogar Okami mesmo). De bônus conheci o extremamente engraçado Orlando Ortiz, e o meu herói particular (já que foi ele o responsável por eu ter ido até lá) Rodolfo Brás.

Me encantei com o lugar, um ambiente descontraído com pessoas muito simpáticas, da recepcionista ao dono do lugar todos me trataram muito bem, vídeo-games e youtube por todas as partes e sim meninas, caras nerds bonitinhos. Quem sabe um dia eu conclua o sonho de estar servindo cafezinhos e escrevendo por lá hein?

Bom, passado o momento “What Would Ricardo Farah do?” do post de hoje, eu joguei Okami para Nintendo Wii, yey!

O jogo é animal, lindo e deslumbrante e deixou a antiga versão do Playstation 2 no chinelo. A história é a mesma, a personagem central é a deusa do Sol Amaterasu encarnada na forma de um lobo. Amaterasu foi acordada de um sono de 100 anos para salvar o antigo mundo japonês das garras do seu inimigo o dragão Oroichi, ela precisa recuperar seus poderes ao longo do jogo, sempre com a ajuda da pulga falante Orochi.

Se por um lado o fato da história ser a mesma de dois anos atrás decepciona um pouco, por outro lado jogar com o wiimote é animal. O pincel utilizado no jogo para interagir com o cenário e lutar contra inimigos, o famoso celestial brush, antes era controlado pelo stick do controle analógico do PS2 e apesar de funcionar direitinho, era um processo demorado e trazia certa impaciência para os jogadores menos coordenados que travavam batalhas com seus controles para desenhar um complexo solzinho de primário.  Na versão para Wii o pincel é controlado pelo Wiimote, e apesar de apanhar um pouco para pegas as manhas, quando você aprende os movimentos se tornam naturais e o jogo flui com muito mais facilidade.

O visual do jogo é magnífico. A direção de arte é linda e extremamente ousada e deixa você viajando nas influências japonesas que estão por todos os lados, desde a própria história e simbologia do jogo até os elementos de construção do cenário. Assim que você aciona o pincel, o jogo se transforma em uma tela de pintura onde você pode desenhar e criar movimentos de combate.

O jogo tem um universo gigante com cenários bem diferentes, e promete muitas horas de aventuras em um estilo similar ao de Zelda, e é sem dúvidas uma das melhores adaptações feitas para o Nintendo Wii.

Carla Rodrigues
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